Cuidados paliativos e seus impactos na odontologia

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A cura nem sempre é o objetivo final de um tratamento: garantir o conforto de pacientes terminais também é importante

Por muitos anos, se entendia que os cuidados dos profissionais da saúde tinham apenas um objetivo: a cura. No entanto, diversas doenças não possuem tratamento ou cura, e os pacientes continuam necessitando de atenção profissional. Assim, surgiram os cuidados paliativos.

Segundo a OMS, os cuidados paliativos têm como foco não só o paciente, como também seus familiares. É uma revolução no modo de pensar a saúde, incluindo a saúde bucal, e como aplicá-la.

Os cuidados paliativos são todos os procedimentos que os profissionais de saúde devem realizar a partir do momento que o paciente for diagnosticado com uma doença incurável. Esse cuidado não se limita ao paciente e deve se estender ao seus familiares.

É importante ressaltar que os cuidados paliativos são feitos com uma equipe multidisciplinar, da qual o dentista faz parte.

O que muda nos cuidados paliativos?

Muitas profissionais se perguntam o que realmente muda entre os cuidados comuns e os cuidados paliativos. Afinal, a busca do profissional da saúde não é sempre a qualidade de vida?

Sim e não. Nos tratamentos comuns, a qualidade de vida é associada a cura. Nos cuidados paliativos, a qualidade de vida é associado ao não sofrimento, conforto e bem-estar ainda que o paciente siga doente.

Não importa quantos dias, semanas, meses ou anos o paciente terá de vida: enquanto estiver sob o olhar da equipe, ele deverá ser atendido com atenção e dedicação.

A odontologia é um bom exemplo disso. Antigamente, quando um paciente tinha uma doença incurável ou estava nos últimos meses de vida, os cuidados bucais não eram colocados como prioridade.

Os cuidados paliativos quebram essa cultura: a saúde bucal do paciente é importante independentemente do quadro.

O odontologista e os cuidados paliativos

Muitos questionam o real impacto da odontologia nos cuidados paliativos. A verdade é que o acompanhamento odontológico em pacientes com doenças agressivas, com ou sem cura, é de extrema importância.

Imagine que o paciente já está abalado pelos efeitos dos medicamentos e da própria doença – como negar a ele o prazer do sorriso e o bem estar bucal?

Devemos recordar que o dentista não trabalha apenas com sorrisos bonitos. Ele também preveni e trata diversas doenças bucais.

Pacientes com câncer, por exemplo, estão mais propensos a problemas na mucosa e infecções gengivais. Cuidar da saúde bucal é garantir sua possibilidade de alimentação, de fala e, também, de sorrir.

Reunimos alguns cuidados paliativos feitos pelo cirurgião-dentista:

  • Alívio das dores orofaciais;
  • Prevenção e tratamento de focos infecciosos na boca;
  • Controle de quadros de sangramento bucal;
  • Readaptações e consertos de próteses dentárias frouxas ou defeituosas;
  • Proteção dos dentes e tecidos moles frente a situações de trismo ou de convulsões de repetição (através de placas de proteção de mordida);
  • Prevenção e tratamento das feridas orais;
  • Prevenção e alívio nos efeitos da radioterapia e da quimioterapia, com destaque para a mucosite e a xerostomia (boca seca);
  • Alívio das alterações da saliva (hipo ou hipersalivação);
  • Controle dos quadros de halitose, tanto de origem bucal quanto sistêmica;
  • Colaboração com os fonoaudiólogos no manejo clínico da disfagia;
  • Auxílio aos pacientes, familiares e cuidadores na realização da higiene bucal de rotina, para que seja feita de forma correta, evitando complicações relacionadas à higiene inadequada (como cárie, alterações na gengiva e pneumonias aspirativas).

Os cuidados paliativos vão muito além do cuidado na clínica e podem ser realizados, inclusive, na casa dos pacientes. Isso acontece quando o paciente não pode ou não tem condições de se locomover até a clínica. É a odontologia unida ao cuidado humanizado!

Juliana Peres

Juliana Peres

Graduada em Odontologia pela Universidade Cidade de São Paulo. Pós-graduada em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pelo programa de residência profissional do Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos. Conhecimento na área de cirurgia oral menor e maior. Residente em cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial no Complexo Hospitalar Padre Bento durante 3 anos e responsável pelo atendimento de pacientes na área de clínico geral, cirurgias orais e harmonização orofacial em diferentes clínicas.

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