Uso da Ciclosporina pode afetar a saúde bucal dos pacientes

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Pelos resultados eficazes, seu uso sai na frente de outras medicações usadas em transplante de órgãos

O transplante de órgãos é algo sério e importante, que requer procedimentos bem efetuados e os melhores medicamentos. O ciclosporina é um dos mais indicados nesse processo.

O principal objetivo do ciclosporina é controlar o sistema de defesa do organismo, além de tratar algumas doenças autoimunes, como por exemplo, a síndrome nefrótica.

Ciclosporina é um medicamento imunossupressor da classe dos inibidores de calcineurina. Ela suprime reações imunológicas que causam a rejeição de órgãos transplantados.

Em quais casos o Ciclosporina é indicado?

As principais indicações de transplante que o uso desse medicamento é indicado são:

  • Transplante de órgãos sólidos:
    – auxilia na prevenção da rejeição do enxerto após transplantes alogênicos de rim, fígado, coração, coração-pulmão, pulmão ou pâncreas;
    – tratamento da rejeição de transplantes em pacientes que receberam anteriormente outros agentes imunossupressores.
  • Transplantes de medula óssea:
    – prevenção da rejeição do enxerto após transplantes de medula óssea;
    – prevenção ou ainda tratamento da doença enxerto-versus-hospedeiro.

Dessa forma, existem também casos que não necessariamente envolvem transplantes. Então, ela auxilia em:

  • Síndrome nefrótica: em adultos e crianças é causada por doenças glomerulares, como a nefropatia de lesões mínimas. A substância ativa pode assim ser utilizada para induzir e manter remissões, além de ser usado para manter remissão induzida por esteroide, permitindo a retirada dos esteroides;
  • Artrite reumatoide: tratamento de artrite reumatoide grave;
  • Dermatite atópica: o uso é indicado em casos com dermatite atópica grave em momentos que é necessária terapia sistêmica;
  • Uveíte endógena: quando a terapia convencional não der resultado ou causar efeitos colaterais inaceitáveis, o uso do ciclosporina entra.

Existem contraindicações do Ciclosporina?

Embora não existam restrições, seu uso é contraindicado em pacientes com hipersensibilidade à ciclosporina ou a qualquer outra substância presente na fórmula.

Os efeitos colaterais da Ciclosporina

Entre as principais reações que o uso desse medicamento pode causar, podemos observar:

  • Perda de apetite;
  • Aumento do açúcar no sangue;
  • Tremores;
  • Dor de cabeça;
  • Pressão arterial elevada;
  • Enjoos;
  • Vômitos;
  • Dor abdominal;
  • Prisão de ventre;
  • Diarreia
  • Crescimento excessivo de pelos no corpo e rosto;
  • Convulsões;
  • Dormência ou formigamento;
  • Úlcera no estômago;
  • Acne;
  • Febre;
  • Inchaço geral;
  • Baixo nível de glóbulos vermelhos e glóbulos brancos no sangue;
  • Baixo nível de plaquetas;
  • Alto nível de gordura no sangue;
  • Alto nível de ácido úrico ou potássio no sangue;
  • Baixos níveis de magnésio no sangue;
  • Enxaqueca;
  • Inflamação no pâncreas;
  • Tumores ou outros cânceres;
  • Desorientação;
  • Alterações da personalidade;
  • Agitação;
  • Insônia;
  • Paralisia de parte ou de todo o corpo;
  • Rigidez no pescoço;
  • Falta de coordenação.

Qual a relação da Ciclosporina na Odontologia?

Em processos odontológicos, juntamente com a fenitoína e outros agentes bloqueadores dos canais de cálcio, esse medicamento apresenta uma relação com o crescimento do tecido gengival.

Dessa forma, entre seus efeitos colaterais mais comuns, quase que em todos os casos em que o paciente faz uso da ciclosporina, é rápido o desenvolvimento da hiperplasia gengival.

Normalmente, isso acontece devido a presença de anti convulsionantes e o imunossupressor ciclosporina. Esse fenômeno pode interferir na fala, mastigação e ainda causar a erupção dentaria.

Assim como qualquer outro medicamento, o uso da ciclosporina deve ser prescrito e acompanhado por um profissional da saúde. Consulte seu médico ou dentista.

Rodrigo Venticinque

Rodrigo Venticinque

Graduado pela Universidade de Santo Amaro (UNISA) e especialista em Prótese e Reabilitação Oral Integrativa, Biofísica Quântica, Biorressonância Aplicada e Ortomolecular. Pós-graduado em Estética Dental e Reabilitação Oral, com certificação em Remoção Segura da Amálgama e Odontologia Biológica pela Academia Internacional de Medicina Oral e Toxicologia. Professor da pós-graduação em Biofísica e Ortobiomolecular da QuantumBio. Também atua nas áreas de Ozonioterapia, Odontologia Sistêmica, Sedação Consciente com Óxido Nitroso e Hipnose. Diretor da clínica Venticinque Odontologia.

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