AIDS e HIV impactam a saúde bucal: entenda como

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Saiba como o vírus pode prejudicar a saúde dos dentes

O HIV e a AIDS são assuntos constantemente discutidos. No entanto, a conversa costuma se limitar a campanhas de conscientização e prevenção da forma mais comum de contágio, o sexo desprotegido.

O que raramente acontece é uma conversa sobre o que acontece após o contagio e os impactos do vírus no organismo. Por isso, esse artigo será voltado para um dos aspectos do HIV/AIDS: os impactos na saúde bucal.

O HIV é o vírus que causa a AIDS. Esse vírus pode ser transmitido pelo sangue ou por relações sexuais. É importante ressaltar que ter o vírus HIV não significa ter AIDS – a doença só se desenvolve se a infecção não for tratada. É possível ter uma vida normal mesmo sendo portador de HIV. É a AIDS que causa mais complicações na vida do paciente.

Infelizmente, milhões de pessoas morrem ao redor do mundo todos os anos por conta da AIDS. Por isso, essa doença é tão preocupante e precisa ser longamente discutida. Principalmente, seus impactos no corpo do paciente.

Impactos do HIV/AIDS na saúde bucal

O paciente portador de HIV e o paciente com AIDS podem enfrentar diversos problemas bucais.

Isso porque o HIV é o vírus de imunodeficiência humana, ou seja, afeta a imunidade do individuo como um todo. A boca é um dos primeiros locais a sofrer com a baixa imunidade, um exemplo disso é a herpes labial.

Por isso, é importante estar sempre atento a sua saúde bucal. Reunimos alguns exemplos de doenças e feridas que podem aparecer:

  • Verrugas orais;
  • Bolhas de febre;
  • Língua pilosa;
  • Candidíase oral;
  • Aftas e outras úlceras bucais;
  • Boca seca (que dificulta a fala e a alimentação)
  • Cáries.

Cuidando da saúde bucal

Se você nos acompanha por aqui, sabe que cuidados com a higiene bucal são essenciais para qualquer pessoa. No entanto, se você é portador de HIV, sua atenção deve redobrar.

Nada que vá tirar seu sono, mas sua rotina de cuidados diários deve ser seguida a risca e não falte as consultas com seu dentista!

E já que estamos falando de uma doença transmitida sexualmente, não podemos deixar de falar do sexo oral. Apesar de menor incidência, o HIV também é transmitido pelo sexo oral.

Por isso, não há caminho melhor do que usar camisinha – ou tomar a PrEP, caso você seja de um grupo de risco: entenda melhor aqui.

O beijo transmite HIV?

O beijo pode transmitir HIV, sim, em determinadas condições.

Se um paciente com o vírus que não está em tratamento tiver uma ferida na boca minando sangue beijar alguém que também tenha uma ferida do tipo na boca, há chances de transmissão. No entanto, não há números expressivos de casos do gênero.

Por isso, se você é portador de HIV em tratamento, sinta-se livre para beijar! Se tiver alguma ferida bucal, evite beijar não pela transmissão do vírus, mas porque você pode ser infectado com outros vírus e bactérias. Lembre-se, sua imunidade é mais sensível e, apenas por isso, você deve tomar mais cuidado na hora de beijar.

E o dentista?

Transmissão no consultório

Quando o assunto é risco de transmissão no consultório, isso não deve ser uma preocupação se o dentista seguir as regras de biossegurança.

Muitos pacientes são portadores de doenças transmissíveis, ainda que temporárias, e não tem conhecimento. Portanto, um cirurgião-dentista não deve jamais descuidar dos cuidados preventivos e da higiene do local e dos materiais.

Tratamento de portadores de HIV

O tratamento odontológico para portadores do HIV não muito se difere do tratamento convencional.

Não é preciso nenhum cuidado extra, a não ser que o paciente apresente outras doenças que possam complicar o tratamento. Por exemplo: dislipidemia, hipertensão, diabetes, disfunção hepática, miocardiopatia, nefropatia e neuropatia periférica.

Se o paciente comunicar que é portador, também é interessante perguntar quais remédios ele usa. Alguns remédios podem causar efeitos colaterais que afetam a boca.

Um sinal de alerta

Muitas vezes o primeiro sinal do HIV no organismo é dado na boca. Por isso, é essencial que o cirurgião-dentista esteja atento a esses sinais e recomende que o paciente faça o teste para ISTs (infecções sexualmente transmissíveis).

A candidíase oral é um bom exemplo. Se o paciente apresentou essa doença, ele deve realizar o teste para ISTs como garantia.

O HIV e a AIDS podem não ter cura, mas têm tratamento! Por isso, não deixe de realizar o teste com frequência e, se for portador, não descuide da sua saúde bucal. É possível viver uma vida normal e ter uma saúde bucal exemplar apesar do vírus!

Juliana Peres

Juliana Peres

Graduada em Odontologia pela Universidade Cidade de São Paulo. Pós-graduada em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pelo programa de residência profissional do Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos. Conhecimento na área de cirurgia oral menor e maior. Residente em cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial no Complexo Hospitalar Padre Bento durante 3 anos e responsável pelo atendimento de pacientes na área de clínico geral, cirurgias orais e harmonização orofacial em diferentes clínicas.

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