Herpes labial tem cura? Entenda mais sobre essa doença

Share on facebook
Compartilhe
Share on twitter
Tweet Isso
Share on linkedin
Compartilhe

Saiba tudo sobre essa pequena ferida que ninguém quer ter

Você já reparou que algumas pessoas possuem pequenas, porém notáveis, bolhinhas na região labial? E que muitas vezes demoram para desaparecer? Isso pode ser sinal de herpes labial.

Embora muitos sejam portadoras do vírus da herpes labial, em grande parte dos casos, ela não irá se manifestar.

A herpes labial é uma doença contagiosa, que costuma afetar os lábios, a boca e a gengiva. Ela é causada pelo vírus herpes simpex tipo 1, também chamado de HSV-1. A doença é caracterizada principalmente pelo surgimento de feridas e bolhas dolorosas.

Boa parte das pessoas que têm contato com o vírus desenvolvem anticorpos, e acabam se tornando imunes a doença, não apresentando nenhum sintoma.

Mas você sabe o que acontece quando o vírus infecta uma pessoa suscetível a desenvolver a patologia?

Estágios da infecção da herpes labial

  • Infecção primária: o vírus invade o seu corpo, entrando pela pele ou pela mucosa. Em seguida, começam a aparecer feridas bucais, em boa parte dos casos acompanhadas de febre e mal-estar. Como já foi dito, algumas pessoas podem apresentar uma infecção assintomática e não apresentar nenhum sintoma.
  • Latência: o HSV-1 se move para uma massa de tecido nervoso em sua coluna chamada gânglio da raiz dorsal. O vírus se reproduz novamente e fica por lá, inativo.
  • Recorrência: quando o infectado passa por um período de muito estresse ou está com a imunidade baixa, o vírus pode ser reativado, ocasionando novamente todos os sintomas da herpes labial citados nos itens anteriores.

Tipos de vírus

Além do já apresentado  HSV-1, que representa a causa da maioria dos casos de herpes labial, a doença também pode se manifestar através do vírus herpes simplex tipo 2 ou HSV-2.

A questão é que o vírus do tipo 2 está principalmente associado à herpes genital, e não labial. Porém, isso não impede que ele cause a herpes labial também.

A diferença é que o HSV-1 é transmitido majoritariamente por via oral. Isso ocorre através de beijos ou quando você utiliza o mesmo copo que uma pessoa infectada, por exemplo.

Enquanto isso, o HSV-2 normalmente é transmitido sexualmente, quando ocorre um contato oral-genital.

Herpes labial tem cura?

Não há cura para a infecção causada pelo vírus da herpes. Como em alguns casos, a doença não apresenta sintomas, isso dificulta o tratamento.

No entanto, quando tratada corretamente o paciente pode viver sem complicações

Tratamento herpes labial

Durante a infecção primária, se o tratamento com antivirais em comprimidos for iniciado nas primeiras 72 horas, pode haver uma redução significativa do tempo de doença e da intensidade dos sintomas da herpes bucal.

Os tratamentos mais recomendados envolvem:

  • Ingerir 200 mg de Aclovir, 5 vezes ao dia, durante 7 a 10 dias.
  • Ingerir 250 mg de Faciclovir, 3 vezes ao dia, durante 7 a 10 dias.

Uma vez que a infecção primária tenha desaparecido, o vírus herpes não morre, ele permanece vivo em nosso corpo, adormecido nas células dos nossos nervos.

As típicas lesões do herpes labial surgem nas reativações do vírus. O quadro é bem mais brando que na infecção primária e costuma durar no máximo 7 dias.

Os sintomas intensos da infecção primária, como febre e mal-estar não são comuns nas recorrências.

Alguns pacientes conseguem saber quando uma reativação do herpes está para acontecer.

Geralmente, esse aviso vem em forma de formigamento, dor, queimação ou coceira nos lábios, que surgem de 6 a 48 horas antes das lesões reativarem.

Os medicamentos antivirais funcionam melhor se forem tomados quando o vírus estiver começando a voltar, ou seja, antes do aparecimento das feridas nos lábios.

Se o vírus voltar com frequência, o médico poderá recomendar ainda que você tome os medicamentos constantemente.

Pomadas antivirais tópicas também são indicadas, mas costumam ser mais caras, e também precisam ser aplicadas constantemente.

Porém é sempre bom lembrar que somente o seu médico pode indicar o melhor tratamento para o seu problema.

Prevenção

O primordial é evitar contato direto com feridas de herpes.

Alem de não encostar diretamente nas feridas, você deve higienizar qualquer local que possa ter sido tocado pelo vírus da herpes antes de reutilizá-los. Copos, toalhas e talheres, são alguns exemplos.

Evite fazer sexo oral quando estiver com lesões de herpes na boca ou perto da boca, e evite receber sexo oral de alguém que tenha lesões de herpes genital ou oral.

Os preservativos podem ajudar a reduzir, mas não eliminar totalmente o risco de pegar herpes no sexo oral com uma pessoa infectada.

Para ficar longe da herpes labial e não aparecer com bolhas nos lábios por ai, o ideal é se atentar a essas precauções.

Juliana Peres

Juliana Peres

Graduada em Odontologia pela Universidade Cidade de São Paulo. Pós-graduada em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pelo programa de residência profissional do Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos. Conhecimento na área de cirurgia oral menor e maior. Residente em cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial no Complexo Hospitalar Padre Bento durante 3 anos e responsável pelo atendimento de pacientes na área de clínico geral, cirurgias orais e harmonização orofacial em diferentes clínicas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sobre a Simpatio

Somos dedicados em criar conteúdo de qualidade e informativo. Nossa missão é informar pacientes, dentistas e clínicas provendo conteúdos altamente relevantes sobre odontologia e saúde bucal gratuitamente.

Agende uma consulta

Precisando de algum tipo de ajuda ou apoio relacionado a sua saúde ou estética bucal? Clique no botão abaixo!

Postagens Recentes

Receba Nossos Conteúdos

Preencha seu e-mail acima e receba conteúdos exclusivos gratuitamente!

© All rights reserved

Simpatio 2020

As informações contidas neste site têm como objetivo único informar. A Simpatio tem o compromisso de estimular, e nunca substituir, as relações entre dentistas e pacientes. Sempre deixamos isso muito claro nos textos e na comunicação com nossos leitores. É fundamental que o paciente, ao notar qualquer alteração em sua saúde bucal, consulte seu dentista de confiança. Cada indivíduo requer um tratamento personalizado.