Aggregatibacter actinomycetemcomitans e a periodontite

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Associada à infecções orais como a endocardite, essa bactéria traz complicações graves à saúde bucal

A periodontite agressiva é um problema comum em diversos pacientes. A Aggregatibacter Actinomycetemcomitans é um dos principais causadores desse caso.

Infecções orais assim como as não orais também envolvem atuação da Aggregatibacter actinomycetemcomitans, por isso, o tratamento costuma ser semelhante para todos os casos.

A Aggregatibacter actinomycetemcomitans é uma bactéria gram-negativa sem motilidade, geralmente encontrada em associação com doenças do periodonto.

Importância da Aggregatibacter Actinomycetemcomitans

Por ser uma das bactérias que podem estar presentes na doença periodontal destrutiva, sua prevenção e tratamentos são extremamente importantes na odontologia.

Embora tenha sido encontrada com maior frequência em periodontite agressiva, a prevalência em qualquer tipo de infecção é bem alta.

Dessa forma, foi também identificada em lesões actinomicóticas, ou seja, infecções mistas com certas espécies de Actinomyces.

Além disso, possui alguns fatores originados a partir de vírus que permitem a invasão de tecidos, como por exemplo a toxina leucotoxina A, formadora de poros.

Se manifesta também em mulheres com doenças ginecológicos, por exemplo, a vaginose bacteriana e também como um agente etiológico na endocardite.

Essa bactéria é ainda ser um fator desencadeante da doença autoimune Artrite Reumatoide, devido à sua capacidade de estimular de proteínas e gerar uma modificação de proteína direcionada por anticorpos nessa doença.

Os Vírus e a Aggregatibacter Actinomycetemcomitans

Por estar muito relacionada com doenças virais, alguns dos principais fatores identificados como virulência são:

  • Leucotoxina A, monócitos e outros leucócitos, expressando integrina beta-2;
  • Toxina de distensão citoletal;
  • Inibição de funções dos leucócitos;
  • Lipopolissacarídeos;
  • Antígenos de superfície;
  • Proteínas de choque térmico;
  • Resistência antimicrobiana
  • Fatores de imunossupressão que inibem a blastogênese, que é a produção de anticorpos que ativam as células supressoras.

Vaginose e a Aggregatibacter actinomycetemcomitans

A Vaginose Bacteriana é uma infecção genital causada por bactérias, principalmente pela Gardnerella Vaginalis e a A. Actinomycetemcomitans.

Dessa forma, a trasmissão da Aggregatibacter Actinomycetemcomitans ocorre principalmente pelo contato íntimo ou ainda uma relação sexual de fato.

A Vaginose é a causa mais comum de corrimento genital, além disso é considerada a segunda causa de candidíase.

Por isso, essa infecção desencadeia um desequilíbrio da flora vaginal fazendo com que a concentração de bactérias aumente.

Aggregatibacter Actinomycetemcomitans na Síndrome de Down

Pacientes com síndrome de Down apresentam diversos graus de retardo mental, físico e motor. Porém, aparentemente, são mais susceptíveis à patologias infecciosas.

Desta forma, na maioria dos casos, essa bactéria está presente na saliva e nos biofilmes supra e subgengival de crianças e adolescentes com Síndrome de Down.

Os principais fatores de influência desse caso são o tipo de dieta seguida, fatores socioeconômicos e culturais e de condição periodontal.

Após avaliação das condições sócio-econômicas, é comum que sejam coletados os espécimes clínicos, responsáveis pela detecção do microrganismo.

As condições periodontais são avaliadas segundo índice da Periodontal apontado nos resultados gerados a partir do exames.

É importante frisar que a Aggregatibacter Actinomycetemcomitans é uma bactéria presente em diversos tipos de infecção, por isso, é extremamente importante que o dentista saiba identificá-la.

Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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