Técnica de condensação lateral é importante para a endodontia

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Entre as técnicas de obturação, a técnica de condensação lateral tem forte papel em tratamentos endodônticos

A técnica de condensação lateral é uma forma de tratamento endodôntico na qual o dentista recupera partes afetadas do canal radicular do dente.

Uma vez que o propósito das obturações é selar o canal radicular e os canais acessórios do dente, o bom resultado da técnica de condensação lateral depende do desempenho do profissional.

Técnica de condensação lateral é uma técnica de obturação de canal em que são introduzidos cones de guta-percha e cimento obturador endodôntico para recuperar a parte do dente que está prejudicada.

Ficou curioso sobre o assunto e quer saber mais? Confira com a gente sobre a técnica de condensação lateral.

Como é Feita a Técnica de Condensação Lateral?

O primeiro passo será medir a coroa clínica do dente que será obturado e registrá-lo no prontuário. Logo em seguida, será aplicada a anestesia local e o bochecho com solução anti séptica.

Sendo assim, o dentista removerá a medicação intracanal presente para utilizar a técnica de condensação lateral.

É válido lembrar a importância do canal estar totalmente limpo para que esse método seja efetivo.

Os cones que serão utilizados no tratamento devem ser colocados sobre solução desinfetante antes do canal. Será feita então uma radiografia com o cone no canal para analisar se está na posição adequada.

Após feito isso, o dentista irá comparar a prova do nível, que pode ser visual e tátil, além de radiográfica, com a da prova do cone.

Entretanto, ambas devem ter o mesmo limite apical para poder prosseguir com a técnica de obturação.

Logo após, é necessário secar o canal. É feita uma aspiração do material que foi utilizado antes para retirar a medicação intracanal presente, realizando uma irrigação com hipoclorito de sódio.

A ideia dessa secagem é atingir os níveis do canal que antes estavam cobertos com medicação.

Para isso, são feitos três ciclos de irrigação ultrassônica passiva, com duração de 30 segundos cada, colocando mais da substância a cada ciclo que se acaba.

A secagem é finalizada apenas quando não existe mais sangramento ou qualquer eventual problema no canal. Mas caso aconteça, será necessário um novo período de medicação intracanal para poder ser feito o procedimento.

E Quando o Canal Está Seco?

O procedimento só continuará quando o canal radicular se encontrar totalmente seco.

Sendo assim, o dentista irá produzir o chamado cimento endodôntico, que será passado na ponta dos outros cones que serão introduzidos posteriormente no canal.

É recomendado o uso do espaçador digital C para auxiliar o processo quando se trata de um canal volumoso. Entretanto, é válido lembrar que o espaçador digital deve ser calibrado no comprimento de trabalho.

Dando prosseguimento, os cones de guta-percha com o cimento nas pontas serão introduzidos no canal.

Assim que o dentista analisar que a quantidade de cones é suficiente, outra radiografia deve ser feita para checar se o procedimento pode ser finalizado.

Caso exista um preenchimento homogêneo do canal e não existam espaços, a obturação é considerada adequada.

Se existirem espaços na porção cervical, ainda é considerado aceitável e não precisa de alterações.

Quando o terço médio do canal apresenta porosidades, é necessário colocar mais cones dentro do canal para preencher o espaço.

Em última instância, se o espaço observado estiver na porção apical, será necessário fazer a remoção dos cones e refazer o procedimento.

Nos dois últimos casos será necessário fazer uma nova radiografia para ver se a falha foi corrigida.

Já nos dois primeiros, as partes dos cones que estão para fora podem ser cortados com um calcador, prosseguindo para a finalização do tratamento.

Como é Finalizado o Tratamento?

O calcador será aquecido em lamparina para realizar o corte da parte dos cones que se apresenta fora do canal.

O movimento de corte deve ser preciso e rápido, para evitar que a temperatura da ferramenta abaixe e necessite ser reaquecida.

Após feito isso, deve ser feita uma leve compactação vertical da obturação.

Isso será repetido até atingir dois ou três milímetros abaixo da junção amelocementária em dentes com inserção periodontal ideal.

O mesmo valor deve ser obtido abaixo da coroa clínica em dentes com maior exposição radicular.

Quando atingido o nível ideal, é preciso limpar a câmara coronária. A limpeza deve remover qualquer material visível após a obturação.

Para finalizar o processo, é necessário realizar o desgaste superficial das paredes dentinárias com uma broca de baixa rotação e haste longa, expondo uma dentina menos afetada pelos materiais obturadores.

Esse procedimento é importante uma vez que ajuda na restauração, que deve ser feita logo a seguir.

É recomendado que a restauração seja feita logo, preenchendo com cimento ionômero de vidro desde o corte da obturação até o ângulo cavo-superficial.

Existem Riscos Dessa Técnica de Tratamento Endodôntico?

O profissional deve tomar cuidado fazendo o procedimento para que não aconteça uma fratura no compactador utilizado. Junto deste, existem outros pontos que merecem atenção no processo. Confira abaixo:

  • O termocompactador não pode ficar tempo demais acionado na parte interna do canal, causando a morte celular do ligamento periodontal.
  • Não deve ser aplicada força demais no canal durante o processo, pois pode gerar trincas e até fraturas.
  • O procedimento só pode ser iniciado após uma anestesia local e também o bochecho do paciente com solução anti séptica.

Fora os cuidados que o dentista deve ter durante o procedimento, não existem riscos para o paciente quando feito corretamente.

Quando Essa Técnica é Indicada?

Não existem estudos que dizem em qual caso essa técnica é a melhor para algum caso em específico.

O diagnóstico e o acompanhamento do tratamento são fatores que ajudam o profissional a decidir em qual quadro será necessário.

Vale lembrar ainda que a técnica de condensação lateral é um procedimento endodôntico que deve ser feito após uma consulta em que o dentista analisará se é necessário ou não.

Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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