Suporte básico de vida: aprenda técnicas e procedimentos

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Confira aqui com o suporte básico de vida está relacionado com a área da odontologia

Durante a ida ao consultório é possível que um paciente ou até um colega de trabalho entre em uma situação de emergência. Dessa forma, é responsabilidade do profissional da odontologia dar suporte básico de vida.

Por isso, é essencial que o profissional mantenha a calma e se prepare para realizar o suporte básico de vida. Assim, o indivíduo na situação de emergência recebe um atendimento especializado e preparado.

Suporte básico de vida é o conjunto de medidas e procedimento técnicos voltados para a proteção dos indivíduos que correm risco de saúde e vida. O suporte básico de vida (SBV) é realizado até a chegada do suporte intermediário de vida. Um exemplo de SAV é o SAMU.

Se você ficou interessado pelo tema, então fique ligado neste artigo! Isso porque vamos tirar todas as suas dúvidas e mostrar curiosidades sobre o suporte básico de vida na odontologia. Vamos começar?

O que é uma situação de emergência?

Os principais cenários de emergências médicas são:

  • Parada cardiorrespiratória;
  • Desmaio; e
  • Convulsão.

Alguns dos sinais que devem chamar a atenção do profissional para alguma situação emergencial são:

  1. Temperatura: na fase adulta, a temperatura varia entre 36,2 e 37 graus. Por isso, fique atento às mudanças muito bruscas de temperatura;
  2. Frequência cardíaca: ela indica como está o trabalho cardíaco. Quando os batimentos por minuto estão muito elevados, pode haver taquicardia, o que indica uma diminuição do volume sanguíneo, consequência de uma possível hemorragia. Quando muito baixa, a frequência cardíaca indica bradicardia.
  3. Respiração;
  4. Estado de consciência: se o paciente estiver consciente, o ideal é perguntar sobre as áreas doloridas e pedir para que ele se movimente vagarosamente. Em seguida, fazer perguntas básicas, como a idade e o nome da pessoa também pode ajudar;
  5. Hemorragia: quando é externa ela é visível, mas quando ela é interna a visualização fica comprometida. Assim, o ideal é manter o paciente calmo, afrouxar suas roupas e providenciar um transporte urgente.

Como o dentista deve atuar?

Para você entender mais como deve prosseguir durante os principais quadros de emergências médicas, fizemos uma lista. Confira!

Parada cardiorrespiratória

A parada cardiorrespiratória consiste na interrupção súbita das funções respiratórias, cardíacas e cerebrais. Os principais sintomas são:

  • Inconsciência;
  • Pulso alterado; e
  • Alteração dos ritmos respiratórios.

Durante essa situação emergencial, o profissional deve contatar e pedir apoio ao SAV e manter a circulação cardíaca e cerebral a partir da reanimação cardiorrespiratória.

Nesse processo é importante ter, no mínimo, três profissionais preparados para atuar. Isso porque cada um cuidará de um aspecto:

  1. Ajuda e fica com o paciente;
  2. Liga para o SAV; e
  3. Busca pelos instrumentos equipamentos.

Um dos profissionais, enquanto auxilia o paciente, deve:

  • Verificar se há respiração ou existe apenas gasping; e
  • Verificar pulso.

Importante: as duas verificações devem ser feitas ao mesmo tempo. Após 10 segundos de verificação, o profissional vai se deparar com algumas das seguintes situações:

Respiração normal e pulso normal

Nesse caso, a equipe odontológica deve monitorar o paciente e esperar pelo apoio do SAV.

Sem respiração (ou gasping) e pulso normal

A equipe odontológica conclui nesse cenário que há parada respiratória (BC4). Desse modo, é preciso:

  • Administrar insuflações como o dispositivo BVM. A insuflação deve ocorrer a cada 5 ou 6 segundos, com o limite de 10 ou 12 insuflações por minuto;
  • Contatar novamente a SAV;
  • Verificar o pulso do paciente a cada 2 minutos; e
  • Caso o pulso se torne ausente, é preciso iniciar a reanimação cardiorrespiratória.

Sem respiração (ou gasping) e ausência de pulso

A equipe odontológica conclui nesse cenário que há parada respiratória (BC5). Desse modo, é preciso:

  • Começar compressões torácicas; e
  • Iniciar ciclos com 30 compressões e 2 insuflações (com apoio de oxigênio).
  • Carregar o DEA (desfibrilador).

Quando o desfibrilador estiver pronto para o suo (eletrodos instalados e ligados), é preciso interromper as compressões e, assim, avaliar o ritmo cardiorrespiratório.

Caso o ritmo esteja chocável, o profissional deve:

  • Aplicar apenas 1 choque;
  • Após o choque é preciso reiniciar a RCP por 2 minutos; e
  • Reanalisar o ritmo.

Caso o ritmo não esteja chocável, o profissional precisa:

  • Reiniciar a RCP por 2 minutos.

Importante: nos dois casos, é preciso continuar com as técnicas de reanimação até a chegada do SAV.

Convulsão

A convulsão é uma contração excessiva e involuntária que chega a atingir parte do corpo ou ele como um todo. Ela é temporária e afeta as funções do cérebro por causa do aumento na atividade elétrica. Os principais sintomas são:

  • Perda de consciência e, posteriormente, confusão mental;
  • Mudança repentina de humor;
  • Babar ou espumar pela boca;
  • Perder o controle motor e cair ao chão;
  • Sensação de gosto estranho na boca;
  • Cerrar os dentes e morder a língua;
  • Movimentar os olhos de forma rápida;
  • Fazer ruídos estranhos, como grunhidos; e
  • Perder o controle das funções corporais realizadas pela bexiga ou pelo intestino.

O profissional, assim que percebe a vítima tendo uma convulsão, deve:

  • Tirar objetos de perto do paciente. Isso porque eles podem causar lesões;
  • Caso o paciente esteja no chão, o profissional deve colocar algo macio sobre a cabeça da vítima; e
  • Com a devida precaução, colocar a vítima em posição lateral de segurança (pls).

Preparação é essencial!

Durante a emergência médica, o profissional da odontologia precisa pensar de forma rápida e eficiente. Por isso, ele precisa estar preparado para lidar com as situações emergenciais.

Como profissional, você deve prestar atenção em muitos detalhes. Dessa forma, fizemos uma lista com os principais cuidados que você deve tomar. Vamos conferir!

Cuidado com o exame clínico

Durante o exame clínico, que é dividido em anamnese e exame físico, o cirurgião-dentista deve ficar responsável para a avaliação do quadro clínico do paciente.

Com a avaliação e estudo cuidadoso, o profissional entende mais sobre o estado de saúde dele. Dessa forma, o dentista consegue traçar possíveis situações de risco que envolvem a saúde de quem está sendo atendido.

Assim, com o cenário de uma possível emergência traçada, o profissional toma medidas e tenta evitar quadros de emergências médicas. E, caso haja uma, o cirurgião-dentista está apto para lidar com a situação.

Importância do kit básico de primeiros socorros

Durante o atendimento da emergência médica, o profissional deve ter em mãos o kit básico de primeiros socorros. Neste kit devem estar:

  • Equipamentos, como desfibrilador externo automático (DEA);
  • Medicamentos; e
  • Vias de administração.

Os primeiros socorros na odontologia aumentam a chance de sobrevida do paciente. Por isso, a equipe odontológica deve estar preparada para lidar com essas situações emergenciais com a ajuda do kit.

Cursos especiais

Mas você pode estar se perguntando: como aprendo as técnicas e procedimentos do SBV? Bom, a resposta é simples, por meio do curso de urgência e emergência em odontologia.

A equipe odontológica aprende no curso a lidar com emergências de forma técnica e emocional. Dessa forma, os profissionais da odontologia irão se tornar aptos a realizar o suporte básico de vida.

Além disso, ainda sairão do curso capazes de realizar RCP e utilizar o desfibrilador. Importante: eles são fundamentais para o atendimento durante emergências.

Enquanto isso, na parte emocional, os profissionais aprenderão a como proceder durante situações de estresse emergencial.

A participação nos treinos capacitantes é recomendada a cada 2 anos para toda a equipe odontológica. Além disso, é ideal que os profissionais fiquem atentos para editais e leituras sobre as emergências médicas.

E lembre: todos os profissionais da odontologia devem dar o suporte básico de vida. Dessa forma, os diferentes tipos de dentista conseguem atender da melhor forma os pacientes.

Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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