Síndrome da boca ardente provoca queimação e desconforto

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Descubras algumas possíveis causas e quais são os tratamentos da doença

Alguma vez você já sentiu um desconforto na boca, como se você tivesse ingerido algo picante ou ácido, mas sem ao menos estar perto desses tipos de alimento? É bom ficar atento, isso pode ser um sinal de síndrome da boca ardente.

síndrome da boca ardente também é conhecida como síndrome da ardência bucal e acomete centenas de brasileiros. Mas afinal, você sabe o que é essa síndrome?

A síndrome da boca ardente promove uma queimação ou sensação de ardência continua na mucosa oral, e muitas vezes não possui causas óbvias que justifiquem tal sensação.

Porém, alguns fatores podem estar relacionados ao surgimento da doença.

Possíveis causas da síndrome da boca ardente

Mulheres no período da menopausa são as principais afetadas pela patologia. Isso gera suspeitas de que a síndrome esteja relacionada a fatores hormonais.

Boa parte das pessoas portadoras da síndrome observam que a queimação na boca começa de forma involuntária, sem que haja um fator desencadeador para a doença.

Contudo, existem alguns fatores que podem estar conectados ao surgimento da doença, como:

  • Danos nos nervos responsáveis pelo paladar e dor;
  • Secura bucal, que pode ser decorrente do uso de algum medicamento ou desordem, como a síndrome de Sjögren e diabetes;
  • Candidíase oral;
  • Deficiências nutricionais;
  • Refluxo gástrico;
  • Próteses mal ajustadas ou alergias a materiais odontológicos;
  • Ansiedade;
  • Depressão.

Tipos de síndrome da boca ardente

A síndrome da boca ardente pode se manifestar de duas maneiras, sendo elas o tipo primário e o tipo secundário.

A condição é considerada primária quando nenhuma anormalidade clínica ou laboratorial pode ser identificada.

Já quando a boca ardente é causada por uma condição médica subjacente, como as citadas acima, a síndrome é considerada secundária.

Sintomas da síndrome da boca ardente

Os sintomas da síndrome da boca ardente podem incluir:

  • Sensação crônica de ardência na língua, principalmente no palato duro, nos lábios ou na superfície da boca entre as gengivas e os lábios;
  • Sensação de boca seca;
  • Sensação de formigamento causando desconforto;
  • Alterações ou perda do paladar;
  • Aumento de sede.

As formas de manifestação da dor podem variar. Ela pode surgir logo cedo, ao acordar, intensificando-se ao longo do dia e persistindo até a noite.

Também pode ir e vir. Com isso, o paciente passa um dia inteiro sem ardência e ainda assim ela pode voltar no dia seguinte.

Como é o tratamento?

O tratamento varia de acordo com cada caso específico. Assim, os principais meios de combater a doença são:

  • Tratamento de doenças preexistentes, como diabetes, síndrome de Sjögren, ou um problema de tireoide;
  • Suplementação nutricional, em casos de deficiências nutricionais;
  • Ajuste ou substituição de próteses dentárias;
  • Troca ou suspensão de medicamentos, caso esses sejam os responsáveis pela ardência;
  • Uso de fármacos para tratar xerostomia, candidíase oral, ansiedade, depressão e controle de lesão em um nervo.

Além dessas intervenções, existem alguns métodos que podem ajudar a diminuir o incômodo da boca ardendo, sendo eles:

  • Ingestão de líquidos gelados;
  • Evitar tabaco e alimentos ácidos;
  • Evitar o consumo de álcool ou produtos derivados dele;
  • Não consumir alimentos picantes e/ou muito quentes;
  • Realizar técnicas de relaxamento para a redução do estresse.

Caso você suspeite que está com síndrome da boca ardente, o ideal é conversar com o seu dentista de confiança. Ele pode diagnosticar o seu problema, proporcionando o tratamento adequado para resolvê-lo.

Juliana Peres

Juliana Peres

Graduada em Odontologia pela Universidade Cidade de São Paulo. Pós-graduada em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pelo programa de residência profissional do Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos. Conhecimento na área de cirurgia oral menor e maior. Residente em cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial no Complexo Hospitalar Padre Bento durante 3 anos e responsável pelo atendimento de pacientes na área de clínico geral, cirurgias orais e harmonização orofacial em diferentes clínicas.

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