Sexo oral pode afetar negativamente a saúde bucal

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Descuidos com a saúde sexual podem causar danos diretos a boca, incluindo o câncer

O sexo faz parte da vida de todos os adultos. É um processo natural e traz aos olhos novas questões relacionadas ao corpo. O sexo oral talvez seja uma das primeiras experiências desse processo e tem ligação com a nossa saúde bucal.

Há algumas infecções sexualmente transmissíveis que podem atacar exclusivamente a boca e têm como único meio de transmissão o sexo oral. Por isso, hoje vamos conversar mais sobre o sexo oral e as doenças relacionadas.

O sexo oral é quando o estímulo no órgão genital é feito pela boca do parceiro. Pode ser feito por homens e por mulheres, com o objetivo de dar e receber prazer. No entanto, esse tipo de sexo deixa muitas áreas vulneráveis à infecção – principalmente a boca.

Quais as áreas de risco no sexo oral?

O maior problema do sexo oral é que não existe algo que realmente proteja a boca e o órgão sexual. Todos os modelos de camisinha são ineficientes em algum ponto, principalmente quando falamos no sexo oral em mulheres.

O sexo oral em mulheres deixa duas áreas de mucosa em contato – a boca e a vagina. A troca constante de fluídos facilita a troca de doenças, principalmente se uma das áreas estiver machucada.

Nenhuma camisinha consegue cobrir toda a vagina ou toda a boca. O sexo oral em homens também apresenta riscos, já que as doenças podem atingir e serem transmitidas pela boca, assim como pelo pênis, virilha e testículos.

Ou seja, não há uma camisinha que efetivamente proteja todas as áreas de risco para ambos os envolvidos.

Quais doenças podem ser transmitidas pelo sexo oral?

O sexo oral permite a transmissão das mais variadas doenças, que afetam não só a boca como todo o organismo.

Dentre as mais conhecidas, podemos citar, dentre outras DSTs orais, o HPV, o HIV e o câncer de boca. Além disso, a herpes genital e labial podem ser transmitidas durante o sexo oral.

O câncer de boca é o câncer mais recorrente na área de cabeça e pescoço. Ele pode ser causado por outros fatores, como o tabaco, mas tem incidência cada vez maior pela HPV.

O HPV é um vírus que pode se apresentar em diversas formas e se desenvolve para um quadro cancerígeno na boca, faringe ou no útero. Nós já conversamos sobre o HPV na boca nesse artigo.

Outro tema que já tratamos aqui é o HIV/AIDS e sua relação com a saúde bucal. A doença tem pouco índice de transmissão pela boca, mas continua sendo um risco e pode afetar sua saúde como um todo, incluindo a saúde oral.

Quais são os meios de proteção?

Existem algumas formas de se manter protegido – algumas são prevenções e outras são para cuidados rápidos caso algo aconteça.

O método mais conhecido é a camisinha, mas você também pode se prevenir com vacinas e exames regulares.

Camisinha

Os modelos e tipos de camisinha são variados. Existem camisinhas masculinas, femininas e até uma para a língua. Algumas são válidas, enquanto outras apenas atuam para aumentar o prazer e não como proteção.

O sexo oral mais complicado é o realizado em mulheres. Não existe uma camisinha feita para proteger esse tipo de relação.

As camisinhas para língua não são totalmente efetivas, porque protegem apenas a língua, deixando todo o resto da cavidade bucal desprotegida. Elas são o único tipo que é voltado exclusivamente para o prazer.

Outros meios, como usar a camisinha comum recortada sobre a vagina, também perdem a efetividade por sua pouca praticidade.

A camisinha não fica fixa e pode se deslocar facilmente durante o ato sexual. A camisinha feminina também não oferece proteção 100%, mas pode ser utilizada.

Nos homens, a camisinha tradicional é a mais usada. Ela protege a área do pênis, mas não protege a virilha ou os testículos.

Existem algumas técnicas que “protegem” a camisinha de rasgar durante o sexo oral. Apesar de não ser 100% efetiva, é a melhor barreira de proteção disponível e a mais efetiva das listadas aqui.

Vacina

Já existe vacina contra o HPV! Isso mesmo: você, seja homem ou mulher, pode se imunizar!

O governo brasileiro oferece as vacinas gratuitamente para meninas adolescentes, antes da vida sexual ativa, onde o índice de eficácia da vacina será maior.

No entanto, mulheres mais velhas e homens podem se imunizar em clínicas privadas.

Ao contrário do que se imagina, a vacina não tem nenhuma influência na vida sexual do paciente além da proteção contra o vírus e, consequentemente, o câncer.

Exames regulares

Se você tem vida sexual ativa, você tem obrigação de manter seus exames em dia!

Mesmo que você se relacione apenas com um parceiro, é essencial que você faça exames regularmente e consulte seu médico e dentista de confiança.

Ao contrário do que se imagina, o dentista deve saber da sua vida sexual.

Se você mantem uma vida sexual ativa, em sua consulta regular, converse com seu dentista sobre técnicas de proteção, higiene e exames que você pode fazer para garantir, também, sua saúde bucal.

O sexo oral é uma prática comum e prazerosa, desde que seja feito com segurança. Não deixe os cuidados para depois: previna-se!

Yara Barreto

Yara Barreto

Formada em Odontologia pela Universidade de São Paulo (2008). Aluna de iniciação científica Pibic/Unicid da Universidade de São Paulo. Em 2009, concluiu estágio clínico em Ortodontia no Instituto Vellini, e em 2010, curso de planejamento Ortodôntico na Universidade Metodista. Concluiu em 2014 sua especialização em ortodontia e atua com ortodontia digital. Dentista na Odontoclinic e responsável técnica da OdontoImage.

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