HPV na boca é uma das manifestações mais comuns da doença

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HPV pode ser contraído através do sexo oral

Já notou a aparição de pequenas lesões no interior da sua boca, muito parecidas com verrugas e com uma coloração avermelhada ou branca? Há quem assimile essas lesões à aftas, porém é melhor você tomar cuidado, elas podem indicar HPV na boca.

Existe uma centena de tipos do vírus do papiloma humano (HPV), sendo que mais de 40 deles afetam a área genital e bucal. Isso torna tanto HPV na boca quanto o genital as manifestações mais comuns da doença.

O HPV na boca ocorre devido à contaminação de nossa mucosa bucal com o vírus do papiloma humano. Isso se dá através do contato direto com lesões infectadas, muito comuns durante o sexo oral por exemplo.

As lesões do HPV na boca são mais frequentes na borda lateral da língua, lábios e céu da boca, mas qualquer área da superfície oral pode ser afetada.

Principais sintomas do HPV na Boca

Os sintomas de HPV na boca incluem o surgimento de pequenas lesões, parecidas com verrugas esbranquiçadas, que podem se juntar e formar placas.

As verrugas bucais podem ter cor branca, vermelha ou a mesma cor da pele. Muitas vezes as lesões podem ser semelhantes a uma afta, dificultando com que o paciente tenha noção do real problema que está em sua boca.

Assim, um indivíduo pode conter o vírus HPV na boca e não apresentar sintomas. Nem sempre as lesões são vistas a ‘olho nu’, necessitando de, pelo menos, uma lupa médica para ser detectado.

Logo, portadores do vírus não percebem que estão infectados e , consequentemente, não tomam medidas necessárias para limitar a disseminação da doença.

Não tratar a doença também pode fazer com que ela evolua para um câncer. Aqui vamos listar alguns sintomas do câncer causado por HPV:

  • Dor de ouvido;
  • Dificuldade em engolir;
  • Tosse com sangue;
  • Perda de peso não intencional;
  • Gânglios linfáticos aumentados;
  • Garganta inflamada;
  • Caroços no pescoço ou bochechas;
  • Rouquidão.

O período de incubação do vírus HPV na boca pode varia entre 4 semanas a 1 ano, por isso é bom ficar atento e realizar o diagnóstico o mais cedo possível.

Tratamento para HPV na boca

Muitas vezes vírus do HPV é combatido por nosso próprio corpo, através de nosso sistema imunológico.

No entanto,  quando o vírus persiste e se manifesta por verrugas orais o paciente pode realizar alguns procedimentos, tais como:

  • Remoção por meio de cirurgia ou laser;
  • Crioterapia: verruga é congelada e cai;
  • Injeções de tricloro acético ou interferon Alfa-2b, remédios antivirais e antineoplásicos.

Após o tratamento, seja ele qual for, o ideal é realizar exames para confirmar que o vírus foi eliminado do corpo.

Prevenção

A prevenção acontece através de mudanças simples em nossos hábitos:

  1. Preservativos – para começar, é fundamental utilizar preservativos, inclusive no sexo oral. Por mais que eles não evitem 100% a contaminação, são capazes de reduzir a chance de infecção consideravelmente.
  2. Converse e faça testes- tanto você quanto seus parceiros sexuais devem realizar exames para descobrir se há ou não a presença da doença em seus organismos.
  3. Vá ao dentista – em suas consultas odontológicas, questione seu dentista sobre a presença de anormalidades na boca, como verrugas orais.
  4. Autoexame – você também pode realizar o autoexame. Uma vez ao mês, examine sua boca em frente ao espelho e procura por alterações. Caso encontre-as, busque um médico.
  5. Tome a vacina – a melhor maneira de evitar o problema é por meio da vacina contra HPV, que está disponível na rede pública e particular de saúde.

Para se prevenir vale tudo! E quando falamos sobre uma anomalia tão perigosa quanto é o HPV na boca, o assunto fica mais sério ainda.  Portanto, trate de se prevenir para não desenvolver a doença.

Juliana Peres

Juliana Peres

Graduada em Odontologia pela Universidade Cidade de São Paulo. Pós-graduada em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pelo programa de residência profissional do Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos. Conhecimento na área de cirurgia oral menor e maior. Residente em cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial no Complexo Hospitalar Padre Bento durante 3 anos e responsável pelo atendimento de pacientes na área de clínico geral, cirurgias orais e harmonização orofacial em diferentes clínicas.

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