Retratamento endodôntico é um método de correção

Share on facebook
Compartilhe
Share on twitter
Tweet Isso
Share on linkedin
Compartilhe

O retratamento endodôntico é necessário quando o tratamento de canal não foi realizado corretamente

O tratamento de canal é famoso e conhecido por recuperar a parte interna do dente. No entanto, se o procedimento não for efetivo na primeira vez, o dentista precisará realizar um retratamento endodôntico.

É importante dizer que o retratamento endodôntico não é cirúrgico. Ele é a primeira opção quando o primeiro procedimento não teve êxito.

O retratamento endodôntico é o processo de remoção do material obturador antigo, reinstrumentação e reobturação dos canais radiculares. Desse modo, o dentista corrige o problema que se estendeu além do procedimento anterior, que não foi bem sucedido.

Como é feito o retratamento?

Como é feito o retratamento?

Para realizar o processo, o profissional remove a guta percha e o cimento que haviam sido colocados na endodontia anterior. Em seguida, ele consegue expor o tecido necrótico que ficou para trás ou possíveis bactérias que estejam causando o problema.

Existem diversas técnicas para fazer o retratamento, que normalmente estão acompanhas dos solventes xilol e clorofórmio. No entento, são perigosos, pois provocam danos aos tecidos periapicais. Isso faz com que a dor e a inflamação aumente.

É preciso saber manipulá-los para funcionarem como auxiliares, sem prejudicar estrutura alguma. Por isso, se decidir utilizá-los, eles necessitam atuar de modo a controlar a infecção e ajudar na retirada do material.

Além do retratamento endodôntico, há também a cirurgia apical, um outro método terapêutico. Mas para decidir qual o mais indicado, o especialista levará em consideração os seguintes pontos:

  • Acesso ao canal;
  • Anatomia do dente;
  • Existência de peças protéticas;
  • Como foi o tratamento anterior;
  • Situação do periodonto.

É recomendado que a primeira tentativa de retratamento seja o endodôntico, ou seja, via canal. Desse modo, a cirurgia apical só será aplicada em casos em que o acesso coronário ao canal está dificultado por questões de:

  • Anatomia;
  • Calcificação;
  • Instrumentos fraturados;
  • Pinos intrarradiculares.

Problemas que levam ao retratamento

Fatores de risco que levam à nova realização do tratamento de canal

Os distúrbios que mais levam ao insucesso envolvem:

  • Ausência de assepsia do local durante o tratamento;
  • Manejo incorreto da cavidade pulpar;
  • Canais não detectados;
  • Erro na instrumentação;
  • Obturação ruim;
  • Restaurações coronárias imperfeitas;
  • Dentes com infiltração;
  • Falta de selamento coronário.

Etapas do retratamento endodôntico

Etapas do procedimento de endodontia

O dentista deverá radiografar a boca do paciente no sentido orto-facial, mesial e distal. Assim, será permitido que ele tire algumas conclusões sobre como efetuar o processo. Os principais pontos que ele identificará são:

  • Definir o tipo de material obturador;
  • Como compactar o material obturador;
  • Limite apical, que pode ser delimitado através da odontometria;
  • Presença de materiais no canal radicular;
  • Presença de calcificações, perfurações ou desvios radiculares;
  • Identificar pinos intrarraciculares.

Depois será feita a descontaminação coronária, retirando tudo o que for atrapalhar o manuseio do local.

Para realizar o tratamento endodôntico, o dentista terá de praticar o isolamento absoluto, que dará mais qualidade aos aparelhos durante a restauração dentária.

Posteriormente, no momento de tratar a estrutura do dente,  ele irá executar os passos a seguir:

  • Remover o material obturador;
  • Manter a irrigação com soro fisiológico para remover os resíduos remanescentes;
  • Colocar a cloredixina;
  • Retirar a guta percha e cimento;
  • Radiografar a área e ver como está a desobturação;
  • Fazer a odontometria;
  • Preparar o canal e tratá-lo.

Em resumo, o retratamento endodôntico é solicitado quando o tratamento de canal que foi feito anteriormente não respondeu da melhor forma. Então, o dentista precisa abrir a cavidade mais uma vez e desinfeccioná-la, fazendo com que ela retome sua integridade.

Ramiro Murad
Ramiro Murad
Ramiro Murad Saad Neto, cirurgião-dentista com registro no Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CRO-SP) nº 118151, é graduado pela UNIC e residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Possui habilitação em Harmonização Orofacial e também é gestor de clínicas e franquias odontológicas. Além disso, é integrante da equipe Bucomaxilofacial da Clínica da Villa, que está na Rua Eça de Queiroz, 467 - Vila Mariana, São Paulo - SP.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sobre a Simpatio
Somos dedicados em criar conteúdo de qualidade e informativo. Nossa missão é informar pacientes, dentistas e clínicas provendo conteúdos altamente relevantes sobre odontologia e saúde bucal gratuitamente.
Agende uma consulta
Precisando de algum tipo de ajuda ou apoio relacionado a sua saúde ou estética bucal? Clique no botão abaixo!

Postagens Recentes

Receba Nossos Conteúdos

Preencha seu e-mail acima e receba conteúdos exclusivos gratuitamente!

Simpatio 2021 © - Todos os Direitos Reservados

As informações contidas neste site têm como objetivo único informar. A Simpatio tem o compromisso de estimular, e nunca substituir, as relações entre dentistas e pacientes. Sempre deixamos isso muito claro nos textos e na comunicação com nossos leitores. É fundamental que o paciente, ao notar qualquer alteração em sua saúde bucal, consulte seu dentista de confiança. Cada indivíduo requer um tratamento personalizado.

Os conteúdos da Simpatio são escritos por jornalistas e possuem a supervisão e a aprovação de dentistas e de profissionais de saúde parceiros.