Relação cêntrica: qual sua relação com a mandíbula?

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Diretamente ligada com os princípios da oclusão, ocorre em casos de grandes obturações

É bastante comum pacientes buscarem tratamentos para os casos de má oclusão dentária. Usada em certos tratamentos, a relação cêntrica pode ser eficiente nos ajustes em que há esse quadro.

Dessa forma, outro problema e frequente patologia que pode ocorrer a partir da relação cêntrica, é o tão famoso bruxismo. Uma vez que ela está ligada ao contato entre os dentes.

Relação cêntrica é um conceito baseado no posicionamento do osso mandibular quando é conduzido à posição mais retrusiva ao maxilar superior.

Desse modo, faz com que os seus côndilos se acomodem o mais intimamente possível no interior das respectivas cavidades articulares.

O Que é a Relação Cêntrica?

Explicando melhor sobre as posições dentais, essa relação maxilomandibular é uma posição em que os côndilos da mandíbula estão dentro da cavidade glenoide.

Por isso, ocorre quando estão encostando nas paredes superior e posterior dessa cavidade. Ou seja, no momento em que a mandíbula está em retrusão e quando a musculatura está relaxada.

O conceito dessa relação foi estudado de acordo com dois grandes estudiosos que possuíam opiniões um pouco diferentes:

  1. No conceito moderno, Dawson dizia que é a posição na qual o côndilo mandibular se situa mais superior e mais anteriormente na fossa mandibular e se relaciona mais com a eminência articular do temporal.
  2. Já na ideia atual, segundo Paiva, é a relação mais posterior da mandíbula com a maxila, na qual os côndilos se situam mais superior e anteriormente nas fossas mandibulares.

Por Que é Importante?

É importante conhecê-la pois, é a única das cêntricas reproduzível e estável com a presença ou a ausência de dentes.

Dessa forma, essa reprodutibilidade indica que as estruturas que limitam a posição estão em um estado consideravelmente saudável.

Isso é essencial, uma vez que não é normal reproduzir uma posição quando os músculos e ligamentos se encontram tendo espasmos.

Além disso, a reprodução é indispensável para equilibrar a oclusão dentária, pois uma oclusão equilibrada estabiliza os componentes intra-articulares.

Relação Cêntrica em Casos de Oclusão

É recorrente que, em casos de grandes ajuste oclusal, o desenvolvimento do padrão oclusal seja feito ao nível da relação cêntrica.

Algumas pesquisas mostram inclusive que, é possível o indivíduo voltar a mastigar sem grandes problemas mesmo que seus dentes tenham sido montados ou reconstituídos ao nível da relação cêntrica.

O relacionamento entre os dentes nesse caso se constitui apenas em um contato entre vértice e vertente de dentes antagonistas ou mesmo de vertentes entre si.

Existe então a Relação de Oclusão Cêntrica (ROC), que nada mais é que a posição mandibular onde coincide a oclusão cêntrica e a relação cêntrica.

Quando isso acontece, há uma harmonia do sistema mastigatório, ocorrendo em uma pequena porcentagem de indivíduos com dentição natural.

Quais Problemas com a Relação Cêntrica?

É muito comum que durante o sono o indivíduo pratique mais deglutição, ou seja, engula mesmo que sem perceber. Isso frequentemente leva à relação cêntrica.

Por isso, se há alguma imperfeição oclusal no nível da relação, ocorre um desequilíbrio na atividade muscular, o que é desconfortável para o indivíduo. Então, inconscientemente ele tenta eliminar essa imperfeição.

Ao tentar corrigir esse problema, a mandíbula é projetada de forma agressiva para frente, procurando atingir a oclusão cêntrica.

Esse acontecimento prejudica a implantação dos dentes incisivos superiores, provocando extensas reabsorções ósseas alveolares.

Ainda assim, diversos sinais clínicos que podem ser diagnosticados quando da presença de problemas de trauma de oclusão e bruxismo. Como exemplo:

  • Trismos musculares;
  • Crepitações na ATM;
  • Dores musculares e na nuca;
  • Zumbido no ouvido;
  • Dor dental;
  • Artrites.

De forma geral, esses são alguns dos problemas que podem ter interferência da relação cêntrica. Após ler este artigo, ficou mais fácil entender como evitá-los?

Silmara Alves Rozo Ducatti

Silmara Alves Rozo Ducatti

Cirurgiã-dentista graduada pela Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE) e especialista em Ortodontia pelo Sindicato dos Odontologistas de Mato Grosso do Sul (SIOMS).

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