Óleos essenciais têm benefícios e usos na Odontologia

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Proporcionando diversos benefícios para a saúde, estão sendo cada vez mais utilizados pelos pacientes

Quem nunca pesquisou por alternativas mais naturais para realizar algum tipo de tratamento? Pois bem, os óleos essenciais estão entre essas opções.

Existem muitas categorias e tipos de óleos essenciais, cada um com aromas e funcionalidades diferentes, buscando atender o que cada pessoa precisa em particular.

Os óleos essenciais são substâncias apuradas sintetizadas, armazenadas e liberadas pelas plantas.

Dessa forma, são completamente de origem vegetal, e todos eles tem como objetivo proporcionar benefícios para a saúde por meio da aromaterapia.

O que São Óleos Essenciais?

Como já começamos a explicar anteriormente, o óleo essencial é um tipo de material vital aromático, encontrado nas flores, ervas, frutas e especiarias.

Além disso, possuem certas aplicações na culinária e também está presente no uso pelas indústrias na produção de alimentos e bebidas, cosméticos e medicamento fitoterápico.

Dessa forma, eles são compostos aromáticos voláteis extraídos de plantas aromáticas por meio de processos de destilação, compressão de frutos ou extração com o uso de solventes.

Eles penetram em nosso organismo no momento em que são inalados ou ainda por meio do contato com a pele. O que ocorre é que eles são absorvidos pela corrente sanguínea e metabolizados por toda extensão do corpo.

Geralmente, todo esse processo e manuseio dessas substâncias é algo altamente complexo. Além de serem muitas vezes compostos de mais de cem componentes químicos.

Exemplos de Óleos Essenciais

Existem diferentes tipos de essências para esses óleos. Como já explicamos anteriormente neste artigo, cada uma delas serve para uma função. As mais conhecidas são:

  • Álcoois: linalol, geraniol, citronelol, terpinol, mentol, borneol;
  • Aldeídos: citral, citronelal, benzaldeído, aldeído cinâmico, aldeído cumínico e vanilina;
  • Ácidos: benzóico, cinâmico e mirístico;
  • Fenóis: eugenol, timol, carvacrol;
  • Cetonas: carvona, mentona, pulegona, irona, cânfora;
  • Éteres: cineol, eucaliptol, anetol, safrol;
  • Ésteres: ésteres de geraniol, mentol;
  • Lactonas: cumarina;
  • Hidrocarbonetos: pinemo, limoneno, felandreno, cedreno;
  • Hidrocarbonetos: cimeno, estireno (fenileteno);

Os componentes que podem vir a ter mais de uma função, justifica o fato de serem conhecidos por mais de uma nomenclatura.

Quias são os Benefícios dos Óleos Essenciais?

Como a maioria dos óleos essenciais possuem terpenos em suas composições (substâncias naturais utilizadas para na saúde), os benefícios que eles podem oferecer são muitos.

Dessa forma, alguns deles, como os de eucalipto, lavanda, canela, tomilho e melaleuca são capazes de agir como antisséptico, anti-inflamatório e antibacteriano.

Esses induzem então danos às estruturas celulares de bactérias e fungos como Cândida Albicans e Escherichia coli.

Buscando sempre tirar o maior proveito da capacidade que todos os componentes presentes nesse óleos possuem, diversos foram os equipamentos desenvolvidos com o objetivo de purificar e higienizar o ar.

Então, muitos dos poluentes que costumam causar sérios danos à saúde conseguem ser eliminados.

Além de tudo isso, existem as propriedades expectorantes e diuréticas, que podem ser obtidas por meio da ingestão de óleos, como exemplo, o de eucalipto.

Existem ainda outros benefícios que estão relacionados aos efeitos no trato gastrointestinal.

Esses têm uma atuação na diminuição de espasmos e agem contra a insônia, como óleos essenciais de menta e de verbena, apresentando propriedades sedativas.

Porém, é importante atentar-se em nunca fazer o uso de nenhum medicamento sem orientação médica. Ou seja, por mais que esses óleos sejam de origem natural, não deixam de ser remédios que podem provocar efeitos colaterais.

Características dos Óleos Essenciais

São algumas as características que diferenciam as tipos de óleos de um para o outro. Eles são misturas complexas de substâncias voláteis, lipofílicas, odoríferas e líquidas.

Como possuem uma aparência e textura oleosa a temperatura ambiente, eles têm também uma densidade diferente da água. As características mais conhecidas são:

  • Solubilidade: Geralmente são solúveis em solventes como éter, daí o nome “óleos etéreos”. Também podem ser diluídos em álcool puro;
  • Sabor: Geralmente ácido e picante;
  • Cor: Quando recém-extraídos são incolores ou ligeiramente amarelados. Poucos são os óleos que apresentam cor, pois dependem muito dos compostos existentes;
  • Estabilidade: Em geral, os óleos não são muito estáveis, principalmente na presença de ar, luz, calor, umidade e metais. A maioria dos óleos possui índice de refração e são opticamente ativos. Essas propriedades são usadas em sua identificação e controle de qualidade.

Como é Feita a Extração dos Óleos Essenciais?

A extração pode ser feita por diversos métodos. Entre eles, tem cinco que são os mais comuns de serem realizados. São eles:

  1. Arraste com vapor de água: o óleo é arrastado pelo vapor de água e depois separado. A água restante é denominada hidrolato;
  2. Enfloração: extração do óleo de pétalas de flores;
  3. Extração com solvente: as plantas são armazenadas num recipiente com solvente que dissolve o óleo, essa solução é depois filtrada e destilada para obtenção do óleo puro;
  4. Prensagem: obtenção do óleo da casca de frutas cítricas;
  5. Extração por dióxido de carbono supercrítico: o CO2 a alta pressão passa para o estado líquido e consegue dissolver o óleo, quando a pressão diminui, o CO2 volta à qualidade de gás e o óleo puro é obtido. É o método mais eficiente de extração de óleos;

Os óleos essenciais produzidos por cada espécie são únicos, ou seja, nenhuma planta produz óleos idênticos aos de outra.

Relação dos Óleos Essenciais com a Odontologia

O interesse dos profissionais da odontologia na aplicação dos óleos essenciais é cada vez maior.

Isso ocorre principalmente devido às suas propriedades antimicrobianas no biofilme supra e sub-gengival, sem os efeitos adversos, como exemplo, da clorexidina.

O óleo de melaleuca, por exemplo, é um dos que tem em sua composição um largo espectro antimicrobiano e anti-inflamatório.

Assim, diversos estudos clínicos indicaram que infecções superficiais ou certas condições causadas por fungos, bactérias e vírus, apresentam uma ótima resposta que favorece muito o seu uso.

Já foi comprovado também que a substância conhecida como TTO, presente nesse óleo pode ser usado na manutenção e prevenção das doenças bucais.

Seu uso acontece após ser incorporado em produtos de higiene oral, como enxaguantes, dentifrícios e gomas de mascar,

Isso se dá então, pois os óleos essenciais apresentam efeito antibacteriano e também anti-inflamatório, ajudando assim no tratamento de certos problemas.

Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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