Tipos de fratura mandibular e seus tratamentos

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A mandíbula é o único osso móvel da face, sendo de suma importância para a realização de processos simples do cotidiano, como falar e mastigar. Apesar de ser altamente resistente, ocupa o segundo lugar dentre os ossos mais acometido por fraturas – atrás apenas do osso nasal – lesão comumente chamada de fratura mandibular.

Condições como osteoporose e atrofia mandibular também predispõem a fratura mandibular.

A fratura mandibular é acarretada geralmente por traumas diretos ou indiretos, como agressão física, quedas ou prática desportiva, mas grande parte dos casos estão relacionados principalmente a acidentes automobilísticos.

Como saber se fraturei a mandíbula?

Por se tratar de um osso que está em constante movimento, notar os sintomas de uma fratura mandibular não é difícil, pois o movimento da mastigação, de fala ou até mesmo os movimentos respiratórios tornam-se dolorosos. Em alguns casos, é possível observar inclusive assimetria facial.

Confira a lista com alguns dos sintomas:

  • Dor;
  • Edema (inchaço pelo acúmulo de líquidos no tecido);
  • Má oclusão (mordida);
  • Alteração do contorno facial;
  • Assimetria facial;
  • Salivação excessiva;
  • Dificuldade de abrir a boca;
  • Hematomas;
  • Movimentação anormal da mandíbula;
  • Desalinhamento dentário;
  • Anestesia no lábio inferior e queixo;

Como identificar a fratura mandibular?

As fraturas mandibulares ainda podem ser classificadas de três modos: pela direção do traço da fratura, pela condição óssea da região fraturada e pela localização da fratura.

Pela direção do traço

A direção do traço da fratura pode ser der tanto horizontal quanto vertical, podendo ser ainda favorável ou desfavorável.

  • Horizontal/Vertical favorável: ocorre quando a musculatura traz um fragmento contra o outro, reduzindo a fratura;
  • Horizontal/Vertical desfavorável: ocorre quando os fragmentos ósseos são separados pela musculatura.

Pela condição óssea

Levando em conta a condição dos fragmentos ósseos e a relação da fratura com o meio externo, pode-se classificar a fratura por diversos tipos:

  • Fratura Simples/Fechada: o tecido mole que recobre a fratura mantém-se intacto e não apresenta comunicação com o meio externo ou cavidade bucal;
  • Composta/Aberta: exposição da terminação óssea ao meio externo ou cavidade bucal. Fraturas em região dentada são consideradas compostas;
  • Cominutiva: osso quebrado em fragmentos, podendo ser simples ou composta;
  • em Galho Verde: sem ruptura total do osso. Mais comumente encontrada em crianças;
  • Impactada: fragmentos ósseos forçados um contra o outro;
  • Complexa: Acometimento de regiões anatômicas diversas e principalmente as regiões de ângulo e parassínfise, impondo danos ao tecido mole.

Pela localização anatômica

Por último, considerando a localização anatômica da fratura na mandíbula, classifica-se:

  • Fratura de ângulo mandibular;
  • da região molar;
  • Fratura de processo coronóide;
  • da sínfise mandibular;
  • do canino;
  • Fratura de corpo mandibular;
  • de ramo;
  • Fratura alveolar;
  • da região mentoniana;
  • Fratura parassinfisária.

Tratamentos para fratura mandibular

O tratamento de fratura de mandíbula tem como objetivo restabelecer os movimentos mandibulares, estabilizando, deste modo, a mordida (oclusão), evitando distúrbios funcionais e reduzindo o desvio da mandíbula.

Para os casos de fraturas favoráveis, o tratamento conservador – sem intervenção cirúrgica – pode ser utilizado, afinal não há deslocamento pela ação muscular. No entanto, caso haja deslocamento dos fragmentos ósseos, há necessidade do tratamento cirúrgico.

O tratamento ainda pode contar com diferentes instrumentos, como parafusos de titânio e fios de aço.

Fraturei a mandíbula. E agora?

É preciso dar a devida atenção a uma fratura na mandíbula. A negligência da pessoa acometida pode gerar sérios danos colaterais à sua saúde bucal, como deslocamentos ou perdas ósseas, resultando em deformação na face e em sequelas funcionais.

Além disso, sintomas como a dor e a dificuldade de abrir a boca, por exemplo, podem acarretar outros problemas à saúde bucal, como a dificuldade de higienização correta.

Deste modo, o senso de urgência em uma situação como essa faz-se indispensável. Afinal, somente a avaliação de um especialista poderá identificar a direção, a localização e a condição da fratura mandibular, indicando, então, o tratamento ou procedimento adequado para o caso.

Ramiro Murad
Ramiro Murad
Ramiro Murad Saad Neto, cirurgião-dentista com registro no Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CRO-SP) nº 118151, é graduado pela UNIC e residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Possui habilitação em Harmonização Orofacial e também é gestor de clínicas e franquias odontológicas. Além disso, é integrante da equipe Bucomaxilofacial da Clínica da Villa, que está na Rua Eça de Queiroz, 467 - Vila Mariana, São Paulo - SP.

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