Qual a relação da fluoxetina com a odontologia?

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O medicamento é indicado no tratamento de doenças psicológicas e variados tipos de transtornos

A depressão é uma doença séria e que pode desencadear diversos outros problemas. Por isso, é importante fazer uso dos medicamentos antidepressivos de forma correta. A fluoxetina é um deles.

A fluoxetina é indicada também no tratamento de doenças como a bulimia nervosa, transtorno obsessivo compulsivo, conhecido como TOC, e até mesmo dos sintomas da TPM.

Fluoxetina é uma substância ativa. De forma geral, é um medicamento antidepressivo que pertence à classe dos inibidores seletivos de recaptação de serotonina.

Vamos entender para que serve e qual suas principais formas de uso?

Para que serve a Fluoxetina?

Conhecida também por cloridrato de fluoxetina, é principalmente indicada no tratamento da depressão, podendo estar associada à ansiedade ou não.

É uma substância também muito usada no tratamento do transtorno obsessivo-compulsivo e do transtorno dismórfico pré-menstrual.

No caso de tratamento do TOC, sua eficácia em períodos longos ainda não foi totalmente confirmada. Portanto, acaba não sendo tão efetiva.

Dessa forma, é importante que um profissional da saúde avalie periodicamente o uso do medicamento em tratamentos a longo prazo.

Como a Fluoxetina funciona?

Ao fazer o uso dessa medicação, o esperado é que ele apresente uma melhora nos sintomas da depressão, uma vez que sua função é aumentar os níveis de serotonina no cérebro.

Normalmente, as primeiras respostas do uso deste medicamento não são muito rápidas.

Elas começam a ser observadas algumas semanas após o início do tratamento.

Ainda assim, se o paciente não apresentar melhora dos sintomas, o médico deverá avaliar se é necessário um reajuste na dose ou até mesmo uma mudança para outros antidepressivos.

A fluoxetina é bem absorvida após uma ingestão oral da substância. Então, as concentrações plasmáticas máximas são alcançadas dentro de 6 a 8 horas.

Contraindicações do Cloridrato de Fluoxetina

Algumas restrições existem no uso do medicamento. É importante que você apresente todas suas características e histórico ao médico, evitando futuros problemas.

Na lista abaixo você irá descobrir se pode ou não fazer uso:

  • Pacientes alérgicos à fluoxetina ou qualquer um dos seus componentes;
  • Não utilizar em pacientes que estão utilizando inibidores da monoaminoxidase, reversíveis ou não. Casos fatais de síndrome serotoninérgica foram relatados em pacientes tratados com cloridrato de fluoxetina e um IMAO com curto intervalo entre uma terapia e outra;
  • Não deve ser usado em combinação com tioridazina ou dentro de, pelo menos, cinco semanas após a suspensão de cloridrato de fluoxetina.

É importante sempre ouvir as recomendações do seu médico. Além disso, seguir as instruções com relação aos intervalos de tempo entre uma medicação e outro e, até mesmo, a quais podem ser combinadas.

Fazendo uso da Fluoxetina

O medicamento deve ser administrado por via oral e pode ser tomado independente das refeições. Caso o paciente se esqueça de tomar uma dose, deverá tomá-la assim que lembrar.

Não deve-se tomar mais do que a quantidade de medicação indicada por 24h. O uso excessivo pode trazer problemas à saúde.

De maneira mais específica, para cada um dos casos que a fluoxetina trata, temos diferentes tipos de recomendações. São elas:

  • Depressão – a dose recomendada é de 20 mg/dia.
  • Bulimia Nervosa – dose de 60 mg/dia.
  • Transtorno Obsessivo-Compulsivo – 20 mg/dia a 60 mg/dia.
  • Transtorno Disfórico Pré-menstrual – 20 mg/dia administrada continuamente durante todos os dias do ciclo menstrual, ou intermitentemente. Ou seja, uso diário com início 14 dias antes do começo da menstruação, até o primeiro dia do fluxo menstrual. A dose deverá ser repetida a cada novo ciclo menstrual.

De forma geral, a dose recomendada pode ser aumentada ou diminuída. Doses acima de 80 mg/dia não foram sistematicamente avaliadas.

Até então, nenhum estudou apontou fatores que demonstrem a necessidade de doses alternativas tendo como base somente a idade do paciente.

Uma quantidade mais baixa ou menos frequente deve ser considerada em pacientes com comprometimento hepático.

Assim como em doenças concomitantes ou naqueles que estejam tomando vários medicamentos.

Finalizando as recomendações do seu uso, é importante frisar que este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

Advertências e Precauções

Sabemos que o suicídio é uma das características do quadro depressivo e de outras desordens psiquiátricas. O que você talvez não saiba é que o medicamento utilizado pode ter influência nesses casos. Vamos explicar melhor.

Alguns casos isolados de ideação e comportamentos suicidas já foram observados e relatados por pacientes durante o tratamento com a fluoxetina ou logo após a interrupção do tratamento.

Nenhuma relação exclusiva para o cloridrato de fluoxetina induzir a tais comportamentos foi estabelecida.

Porém, uma avaliação de vários antidepressivos mostra um aumento de risco para ideias e comportamentos suicidas em pacientes crianças e jovens.

Nesses casos, o médico deve ser consultado imediatamente caso o paciente, independente da sua idade, apresente qualquer pensamento suicida em qualquer fase do tratamento.

Além disso, o dever do profissional é orientar os pacientes a relatar a qualquer momento de angústia ou sentimentos diferentes que possam aparecer durante o tratamento.

Especificamente no caso da fluoxetina, este deve ser utilizado com precaução em pacientes com condições clínicas que predispõem a arritmias ou mau funcionamento do fígado.

Algumas outras características foram relatadas pelos pacientes que fazem uso da medicação, por exemplo:

  1. Erupção de pele.
  2. Reações de hipersensibilidade imediata e sistêmica.
  3. Reações sistêmicas progressivas, quando graves envolvendo a pele, fígado, rins ou pulmões.
  4. Após o aparecimento de erupção cutânea ou de outra reação alérgica para a qual uma causa não pode ser identificada, o cloridrato de fluoxetina deverá ser suspenso.

Assim como com outros medicamentos usados no tratamento da depressão, o cloridrato de fluoxetina deve ser administrado com cuidado a pacientes com histórico de convulsões.

Uso da Fluoxetina na Odontologia

É imprescindível que o cirurgião-dentista tenha conhecimento dos medicamentos antidepressivos na odontologia para que possa fazer sua prescrição da forma mais correta o possível.

Essas drogas tendem a ser mais estimulantes e menos sedativas. Por isso, são geralmente tomadas pela manhã e não antes de dormir, evitando distúrbios na qualidade do sono do paciente.

Dessa forma, essa é a principal razão pela qual elas não são recomendadas para controlar, por exemplo, o apertamento dentário noturno.

Dito isso, um dos principais cuidados que dentista deverá considerar a respeito do uso dos antidepressivos, é com relação ao bruxismo do sono.

Isto geralmente acontece nos pacientes que utilizam medicamentos com dosagens para o controle de humor, como a fluoxetina. Então, uma avaliação criteriosa se torna necessária nos que utilizam estes medicamentos.

Valdir de Oliveira

Valdir de Oliveira

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela Universidade de Santo Amaro (UNISA). Pós-graduado em Ortodontia e Ortopedia dos Maxilares pela Sboom. Com especialização e mestrado em Implantodontia, habilitação em Harmonização Orofacial e Anatomia da Face. Professor nas áreas de Cirurgia Bucomaxilo Facial e Harmonização Orofacial. Voluntário há mais de 20 anos na Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais - ADRA Brasil.

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