Estenose crânio-facial: o que é, causas e tratamentos

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Atingindo as crianças logo após o nascimento, pode ou não ser originada a partir de síndromes

Muitas doenças com origem genética são raras e costumam surgir quando menos esperamos. A estenose crânio-facial é uma delas. Pode ocorrer isoladamente ou ter relações com outras síndromes, como a Síndrome de Apert.

Com uma forte relação com a má formação óssea, a estenose crânio-facial é presente somente em crianças e se manifesta logo após o nascimento.

Conhecida também como cranioestenose, a estenose crânio-facial é uma mudança genética de má formação óssea. Ela faz com que os ossos do crânio se fechem antes do tempo ideal. São geradas então alterações na cabeça e na face do bebê recém-nascido.

O que é a estenose crânio-facial?

Em termos mais técnicos, ela é uma fusão prematura das suturas (pontos em que os ossos se unem) craniais. Ou seja, não ocorre da forma como deveria, causando uma má formação óssea.

Basicamente, o crânio se desenvolve a partir da interposição óssea ao longo das linhas de sutura. Quando uma sutura se fecha prematuramente, ele não cresce na direção perpendicular à sutura afetada.

Dessa forma, isso resulta então no aparecimento de deformidades cranianas, e o tipo da deformidade irá depender de qual sutura foi fechada de forma prematura.

Ela pode ocorrer ainda de maneira separada ou também relacionada a uma síndrome genética. Pode estar associada a mais de 70 tipos de síndromes e entre as mais comuns estão a de Crouzon e Apert.

Como identificar a estenose crânio-facial?

É comum que o bebê apresente certas características quando apresentar essa anomalia. Entre as mais fortes e que se destacam, podemos observar:

  • Ter olhos ligeiramente mais afastados um do outro;
  • Orbitas mais rasas que o normal, que faz com que os olhos pareçam ser saltados para fora;
  • Diminuição do espaço entre o nariz e a boca;
  • A cabeça pode ficar mais alongada que o normal ou em formato de triângulo dependendo da sutura que tenha se fechado.

Uma curiosidade é que a alteração genética pode ser causada caso a mãe tome certos tipos de remédios durante a gravidez, como é o caso do Fenobarbital, utilizado no tratamento de epilepsia.

Mães fumantes ou que vivem em locais de grande altitude também correm risco de gerar um bebê com estenose crânio encefálica.

Isso ocorre uma vez que ambos fatores diminuem a falta de oxigênio que passa durante a gravidez.

Tratamento da Cranioestenose

Quando a patologia tem impacto apenas na parte estética, o paciente responsável e o médico deverão discutir a necessidade ou não de realizar uma cirurgia precoce para o bem-estar da criança.

Já em casos que o fechamento das suturas coloca em risco a vida ou o bom desenvolvimento da criança, o procedimento cirúrgico é fundamental e deve ser realizado o quanto antes.

A cirurgia consiste basicamente em afastar as suturas ósseas que compõem os ossos da cabeça, permitindo assim um bom desenvolvimento cerebral.

Dependendo da gravidade do caso podem ser realizadas até três cirurgias até o final da adolescência. Assim, após as cirurgias o resultado estético é satisfatório.

Relação da estenose crânio-facial com Odontologia

Alguns casos, principalmente os que não envolvem nenhum tipo de associação com síndromes, o problema é somente estético.

Por isso, entre os diversos profissionais que ajudarão na resolução do problema, o cirurgião-dentista está entre os principais.

Dessa forma, a relação está muito ligada com a estenose crânio-facial.

O uso de aparelho ortodôntico faz parte do tratamento, pois, além de cuidar da estética do paciente ajuda a:

  1. Evitar o desalinhamento entre os dentes;
  2. Evitar o comprometimento dos músculos da mastigação e da articulação temporomandibular;
  3. Ajudar a fechar os ossos que formam o céu da boca.

Ou seja, nesses casos, a estenose crânio-facial não afetará o desenvolvimento neurológico e intelectual do paciente.

Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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