Epilepsia pode afetar diretamente a saúde bucal dos pacientes

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A doença afeta milhares de pessoas no mundo todo

Não é difícil encontrar doenças que estão relacionadas e afetam de alguma maneira nossa saúde bucal. Apesar disso, nem sempre fazemos essa relação. Um exemplo é a epilepsia.

O paciente diagnosticado com epilepsia sofre com desligamentos momentâneos de suas sinapses, que duram em média de 2 a 5 minutos, o que pode desencadear processos convulsivos.

Epilepsia é uma doença caracterizada pelas recorrentes convulsões que acometem a pessoa afetada durante toda a sua vida. É uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por outros fatores como febres, uso de drogas ou distúrbios metabólicos.

Epilepsia na Odontologia

Durante a convulsão é comum que o paciente sofra com falha de consciência. Assim, ele pode sofrer com quedas bastante graves, o que pode prejudicar a sua dentição, causando a perda dentária de 3 principais maneiras:

  1. Fraturas dentárias;
  2. Avulsões;
  3. Luxações.

Além disso, indivíduos que sofrem com a doença normalmente fazem uso constante de anticonvulsivos. Esse tipo de medicação pode provocar hiperplasias e hipertrofias gengivais.

Assim, é interessante que o profissional analise a situação para em seguida recomendar uma possível troca medicamentosa, que danifique menos a cavidade bucal do paciente.

Escovar os dentes corretamente e utilizar o fio dental diariamente pode ser um forte aliado para a remoção da placa bacteriana e inibição do agravamento da hiperplasia ou hipertrofia.

Por fim, é fundamental dizer que pacientes com essa condição devem passar essa informação ao seu dentista de confiança.

Isso é extremamente importante para que o profissional entenda os procedimentos que pode ou não efetuar naquele indivíduo.

O uso de lidocaína, um dos principais anestésicos odontológicos por exemplo, pode causar efeitos colaterais em pacientes epilépticos.

Causas, diagnósticos e tratamento da epilepsia

Na maioria dos casos a causa dessa anomalia é desconhecida. Mas pode ser que ela tenha origem em alguma pancada sofrida na cabeça da pessoa, seja ela recente ou não.

Existem alguns outros fatores que podem estar diretamente relacionados ao surgimento de um comportamento epilético:

  • traumas na hora do parto;
  • abusos de álcool e drogas;
  • tumores;
  • pacientes com histórico de outras doenças neurológicas.

O diagnóstico pode ser realizado a partir de um série de exames, como eletroencefalograma e a neuroimagem.

Outro elemento importante a ser analisado é o histórico médico do paciente, uma vez que apenas esses exames não excluem a possibilidade do indivíduo apresentar a anormalidade.

Em muitas ocasiões é comum que o epilético não se recorde das crises. Assim, a pessoa que presenciar esses episódios torna-se testemunha essencial na investigação do tipo de epilepsia em questão e, consequentemente, do tratamento adequado.

Para se livrar desse problema, o afetado deve buscar ajuda profissional o quanto antes. Na maioria dos casos as drogas antiepilépticas são bastante eficazes e os efeitos colaterais estão diminuindo cada vez mais.

Outra possibilidade de tratamento é através de uma mudança radical na dieta do paciente. A alimentação é hipercalórica e rica em lipídios.

Esse método é aplicado principalmente em crianças, e deve possuir acompanhamento de um profissional competente.

Quando o quadro é muito grave, o ideal é recorrer a uma cirurgia.  A intervenção cirúrgica é recomendada quando simples medicamentos não conseguem controlar as convulsões.

O interessante é lembrar que a epilepsia é uma anomalia comum. Muitas pessoas sofrem com a doença, mas apresentam uma vida normal, inclusive destacando-se em suas carreiras profissionais.

Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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