Espiroquetas prejudicam a saúde da boca e dos dentes

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Dentro das espiroquetas existem três gêneros: Treponema, Borrelia e Leptospira

Nossa boca é cheia de bactérias, e ao contrário do que pensamos, elas também protegem a nossa saúde. Elas só se tornam nocivas quando há proliferação, ou quando há alguma inflamação. É o caso das espiroquetas.

As espiroquetas podem agir de diversas formas em nosso corpo. Mas visando somente a odontologia, elas podem atuar de duas maneiras: na potencialização de uma periodontite e no desenvolvimento da sífilis, as quais acometem nossa boca.

As espiroquetas são um filo de bactérias. O filo é uma taxonomia da biologia que serve para agrupar as características evolutivas em comum. Neste caso, elas são bactérias que possuem forma helicoidal, se movendo com movimentos ondulantes, que lembram bastante uma hélice.

Dentro das spirochaetes existem três gêneros: Treponema, Borrelia e Leptospira. Neste artigo, abordaremos em especial a Treponema, que prejudica nossa saúde bucal.

Treponema

O treponema é um gênero de bactéria pertencente à ordem spirochaetales.

Existem 6 espécies de treponemas. Mas somente duas estão relacionadas diretamente com a boca, são elas: Treponema pallidum e Treponoma denticola.

Vamos separá-las em dois tópicos para facilitar o entendimento:

Treponema pallidum

O treponema pallidum é a bactéria que causa a sífilis. A sífilis é uma doença sexualmente transmissível (DST), mas também pode ser congênita, se a mãe do bebê estiver contaminada.

Seus sintomas atingem o corpo todo, inclusive a cavidade bucal, que variam de acordo com o estágio da doença.

Na sífilis primária, é possível observar uma única úlcera indolor denominada cancro. É comum que apareça na língua e no céu da boca. Se não tratada, evolui para a secundária.

Na secundária, aparecem manchas esbranquiçadas na boca e múltiplas lesões de aparência verrugosa que demoram para cicatrizar.

Se o paciente não conseguiu combatê-la, ela passa para a fase terciária, fazendo com que apareça áreas inchadas e endurecidas que destroem os tecidos.

A patologia é normalmente tratada com medicamentos à base de penicilina, um antibiótico que traz resultados excelentes.

Treponema denticola

O treponema denticola está presente em nossa boca diariamente. Ela não é prejudicial, se tudo estiver dentro dos conformes. Entretanto, se estivermos com alguma doença periodontal, ela pode atuar de modo a agravar o problema.

Doenças periodontais são aquelas que inflamam o tecido gengival, decorrentes da má higienização da boca, do tabagismo e de hábitos alimentares equivocados.

As duas mais conhecidas são a gengivite e a periodontite.

A gengivite é a fase inicial da doença periodontal, surgindo por conta do acúmulo de placa bacteriana. Se não for devidamente tratada, ela evolui para a periodontite, que é quando atinge as fibras e os ossos, podendo até causar perda dos dentes.

Essa bactéria espiroqueta influencia na danificação do tecido quando há uma infecção. Caso elas estejam em desarmonia com a microbiota da gengiva, que é o conjunto de microorganismos que habitam nela, por conta da periodontite, elas estimulam a deterioração do local.

O treponema denticola, agora, produzirá enzimas que irão lesionar as estruturas de sustentação do dente, ajudando na perda dentária.

Os tratamentos para gengivite envolvem a remoção de toda placa bacteriana e do tártaro.

Já para tratar a periodontite, existem métodos cirúrgicos e não-cirúrgicos. Os cirúrgicos aplicam derivados de matriz do esmalte dental ou fazem a regeneração tecidual guiada. Os não-cirúrgicos repetem os mesmos procedimentos para curar a gengivite, mas também pode ser feito a raspagem e o alisamento radicular.

Portanto, podemos perceber que as espiroquetas trazem diversos malefícios para nossa saúde. E a melhor forma de não desenvolver essas doenças ocasionadas pela bactéria é prevenindo-se, tanto na utilização de preservativos quanto na higienização bucal.

Juliana Peres

Juliana Peres

Graduada em Odontologia pela Universidade Cidade de São Paulo. Pós-graduada em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pelo programa de residência profissional do Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos. Conhecimento na área de cirurgia oral menor e maior. Residente em cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial no Complexo Hospitalar Padre Bento durante 3 anos e responsável pelo atendimento de pacientes na área de clínico geral, cirurgias orais e harmonização orofacial em diferentes clínicas.

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