Espessamento mucoso pode ter relação com a saúde oral

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Entenda como a higiene bucal pode desencadear essa doença

É comum que um paciente, quando atingido por disfunções na região do seio maxilar, não consiga identificar a real origem do problema. Entretanto, é possível que a adversidade esteja relacionada ao espessamento mucoso.

Essa condição é comum e pode acometer qualquer pessoa. Em algumas situações, o espessamento mucoso é assintomático, dificultando sua identificação. Mas afinal, o que é esse desequilíbrio em nosso organismo?

Espessamento mucoso é um processo inflamatório ou alérgico, de qualquer natureza, que afetam a mucosa responsável por revestir os antros ou seios maxilares.

Grau do Espessamento Mucoso

O grau do espaçamento mucoso maxilar é medido com base na sua sintomatologia e duração de seus sintomas. Assim, especialistas apontam que o processo infeccioso pode ser:

  1. Agudo – possui duração média de 12 semanas, sendo completamente eliminado após o tratamento instituído pelo profissional encarregado;
  2. Crônico – geralmente o espaçamento mucos crônico é mais difícil de ser tratado, podendo ter duração maior que 12 semanas;
  3. Agudo recorrente – como o próprio nome já diz, aqui o problema é recorrente. Assim, o paciente pode apresentar mais de 4 episódios por ano. Durante as ocorrências, os sintomas são bastante evidentes, como acontece no espaçamento mucoso agudo. Mas no intervalo dos episódios verifica-se ausência completa de qualquer sinal da doença.

Sintomas do Espessamento Mucoso

A verdade é que o espessamento da mucosa pode se manifestar de variadas maneiras, muitas delas até mesmo relacionadas a outras doenças respiratórias.

Entretanto, essa anomalia apresenta alguns sintomas principais. É comum que o paciente acometido sinta fortes dores de cabeça, pressão facial, febre, alta sensibilidade, além de congestão e corrimento nasal.

Qual a relação entre o espessamento mucoso e a saúde bucal?

Embora muitas vezes o espessamento mucoso do seio maxilar seja tratado como um problema respiratório, quase 10% dos casos são ocasionados por disfunções ligadas diretamente a nossa saúde bucal.

Talvez a principal delas seja a cárie. Essa infecção bucal pode se instalar de forma silenciosa e atingir o nosso seio maxilar.

Essa estrutura é como uma extensão da cavidade nasal, produz muco que serve para sua limpeza. Este muco carrega bactérias e partículas nocivas e deve ser eliminado por meio de uma comunicação para dentro do nariz.

Uma vez que existe uma comunicação entre as raízes dos dentes e o seio maxilar, o conteúdo da cavidade oral, rico em bactérias e restos de alimentos, pode entrar no seio maxilar.

Assim, pode haver uma inflamação da mucosa do seio, que caracteriza um espessamento mucoso de origem dentária ou odontogênica.

Embora não seja tão comum, quando esse quadro não é tratado, há o risco da infecção avançar a áreas próximas ao maxilar, incluindo as meninges, os olhos e até mesmo o nosso cérebro.

A diferença desta para a infecção mais comum, é que enquanto uma é causada por uma infecção dental, a outra pode ter início após uma gripe, por exemplo.

Prevenção e tratamento para espessamento mucoso de origem odontogênica

Para se prevenir contra essa infecção específica, o ideal é garantir uma excelente higiene bucal diariamente. Visitar o seu dentista regularmente também é uma ótima ideia.

Ele pode identificar possíveis problemas em sua cavidade bucal, além de realizar uma limpeza, a famosa profilaxia dentária, que também serve como um tratamento preventivo a doença.

Como essa anomalia nasce a partir de uma infecção dentária, o seu tratamento, logicamente, se dá pela eliminação dessa infecção.

Assim, é possível que, em casos de cárie por exemplo, o dentista realize uma simples restauração ou até mesmo um tratamento de canal.

Contudo, quando o espessamento mucoso possui uma duração maior que 3 meses, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica para a remoção do excesso de secreções nos seios maxilares.

Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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