Endotoxinas prejudicam o organismo e a saúde bucal

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Entenda como esses elementos podem afetar o corpo humano, causando adversidades

Você já parou para pensar que nós somos formados por diversas células? E que se essas células morrerem ou ficarem frágeis. Essa condição pode gerar complicações, certo? Por isso, para garantir a integridade desses microrganismos, existem as endotoxinas.

As endotoxinas estão majoritariamente presentes em células de açúcar, chamadas lipopolissacarídeos. Trata-se de uma estrutura bastante complexa, formada por uma junção de lipídios e açúcares.

Endotoxinas são elementos fundamentais dos lipopolissacarídeos, formando a maior parte das suas paredes celulares e, portanto, conferindo a sobrevivência desse tipo de célula.

Sobre as endotoxinas

Um fato interessante é que os lipopolissacarídeos também são conhecidos como endotoxinas pois possuem toxinas localizadas dentro das células bacterianas.

Antigamente, os profissionais da área acreditavam que as endotoxinas se libertavam quando a bactéria morria, podendo assim prejudicar o organismo dos seres humanos.

Entretanto, atualmente, após uma série de estudos e pesquisas, tem-se a certeza de que a bactéria liberta pequenas quantidades de endotoxinas como parte do seu metabolismo normal.

Assim, a maior parte tóxica se mantém retida dentro da célula, não causando maiores complicações para as pessoas.

Estrutura dos lipopolissacarídeos

Os lipopolissacarídeos têm uma estrutura dividida em três principais componentes, sendo eles:

  1. O antígeno O;
  2. Um núcleo composto por um oligossacárideo;
  3. O lípideo A.

O primeiro componente é chamado de antígeno, pois é uma ferramenta de reconhecimento para o hospedeiro ou para a resposta imunitária humana.

Ele consiste numa sequência repetitiva de vários glicanos. Esta sequência é variável e produz diferentes tipos de antígenos O. Existem aproximadamente 160 tipos conhecidos unicamente da bactéria E. coli, por exemplo.

Pesquisadores apontam que diferenças biológicas como esta contribuem para a variabilidade generalizada em pesquisas e estudos realizados com as endotoxinas.

Já o domínio do núcleo dessa estrutura contém, simplesmente, várias cadeias de açúcares além de componentes não glicídicos, enquanto que a molécula do lípido A é o componente menos variável dos lipopolissacarídeo.

Esta molécula adere os lipopolissacarídeos à parede celular. Quando a parede celular se degrada, o lípido A liberta-se da parede bacteriana e torna-se o componente responsável pelos efeitos tóxicos das endotoxinas sobre o corpo humano.

Como as endotoxinas se relacionam com a odontologia?

As endotoxinas na odontologia podem trazer muitas adversidades aos pacientes. Pessoas com problemas periodontais tendem a ser as mais prejudicadas.

Quando a doença está em um estado relativamente grave, é possível que as bactérias causadoras da inflamação entrem em contato direto com a nossa corrente sanguínea, se espalhando para todo o corpo.

Dessa forma, essas substâncias adquirem um alcance muito maior e podem trazer muitos problemas extrabucais ao paciente. Entre eles, é possível citar:

  • Diabete Mellitus;
  • Doenças respiratórias;
  • Abcesso cerebral.

Mas não pense que a relação endotoxinas e odontologia acaba por aí. Elas podem adentrar a nossa cavidade bucal, causando infecções graves na polpa dentária e até mesmo nos canais radiculares.

Por isso, estudiosos dessa área vem buscando, constantemente, a melhor maneira de se livrar desses microrganismo.

Alguns especialistas utilizam hipoclorito de sódio para inibir a ação das endotoxinas. Entretanto, não é totalmente comprovado que a técnica é eficaz.

Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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