Compartilhar escova de dente não é recomendado

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Compartilhar escova de dente não é um hábito saudável, mesmo que seja entre casais

Quando temos intimidade com alguém, é comum emprestarmos algumas roupas ou objetos para ela. Mas se esse costume envolve compartilhar escova de dente, pare imediatamente.

A escova é um instrumento que deve ser pessoal e intransferível. Depois de fazer a limpeza dos dentes, as bactérias e vírus permanecem nela. Então, compartilhar escova de dente fará com que você compartilhe germes também.

Compartilhar escova de dente é o ato de mais de uma pessoa usar o mesmo utensílio de higiene bucal, sendo possível que casais, amigos ou pais e filhos realizem essa prática.

Especialistas chamam esse empréstimo de infecção cruzada, já que você está passando adiante suas bactérias e recebendo as da outra pessoa.

Divisão da escova

Embora os casais troquem saliva através do beijo, é melhor evitar esse hábito de emprestar a escova de dente.

Os vírus mais comuns que ficam alojados do instrumento são os da herpes e da candidíase oral, além dos que causam resfriados e gripes. Adiante, vamos ver como agem essas duas patologias.

O risco de contaminação aumenta se for entre adultos e crianças. O sistema imunológico dos pequenos é menos resistente que o de um adulto.

Portanto, uma doença que acomete uma criança, possivelmente não atingirá um adulto. Mas o contrário é muito fácil de ocorrer.

Cuidados com a escova

Guardar os itens no mesmo lugar pode fazer com que as cerdas entrem em contato. E isso ocasiona na mesma infecção cruzada.

Após o uso, o ideal é que as cerdas sejam lavadas com água corrente, sem passar os dedos, e que o excesso de água seja tirado com batidas no canto da pia.

O indicado é guardá-la em local seco e colocar algum tipo de proteção nela, como aquelas capinhas.

Os dentistas recomendam que a troca da escova de dente seja feita a cada 3 meses de uso ou quando as cerdas estiverem gastas, que é quando ela fica desfiada e espanada.

Herpes labial

A herpes labial é uma doença contagiosa, que costuma afetar os lábios, a boca e a gengiva. Ela é causada pelo vírus herpes simplex tipo 1, também chamado de HSV-1.

A doença é caracterizada principalmente pelo surgimento de feridas e bolhas dolorosas. Por isso, é importante não usar a mesma escova de dente de alguém.

Tratamentos

Durante a infecção primária, se o tratamento com antivirais em comprimidos for iniciado nas primeiras 72 horas, pode haver uma redução significativa do tempo de doença e da intensidade dos sintomas da herpes bucal.

  • Ingerir 200 mg de Aclovir, 5 vezes ao dia, durante 7 a 10 dias;
  • Ingerir 250 mg de Faciclovir, 3 vezes ao dia, durante 7 a 10 dias.

Uma vez que a infecção primária tenha desaparecido, o vírus herpes não morre, ele permanece vivo em nosso corpo, adormecido nas células dos nossos nervos.

As típicas lesões do herpes labial surgem nas reativações do vírus. O quadro é bem mais brando que na infecção primária e costuma durar no máximo 7 dias.

Candidíase oral

A candidíase oral, popularmente conhecida como sapinho, é uma infecção causada pelo acúmulo do fungo Candida, principalmente pelo Candida albicans.

Os lugares mais recorrentes do desenvolvimento da candidíase são: região interna da boca e mucosa da língua. Assim, se você emprestou a escova de dente para outra pessoa, não repita mais isso.

Embora tenha um nome assustador, ela é curável e seus tratamentos são simples. Crianças pequenas e idosos são os mais suscetíveis a desenvolverem a infecção por causa da baixa imunidade.

Sintomas

  • Dificuldade de engolir;
  • Manchas brancas nos elementos da cavidade bucal;
  • Vermelhidão;
  • Ardência;
  • Diferença no paladar;
  • Pequenas rachaduras;
  • Dor na boca;
  • Mau hálito;
  • Secura na boca.

Tratamento

A escovação é o método mais eficaz. O uso de escovas com cerdas macias deve ser feito depois de acordar, após as refeições e antes de dormir. Ainda, nos casos mais graves, o dentista pode indicar antifúngicos orais.

Então, a fim de evitar todas essas complicações, evite compartilhar a escova de dente. Afinal, sua escova, suas bactérias.

Yara Barreto

Yara Barreto

Formada em Odontologia pela Universidade de São Paulo (2008). Aluna de iniciação científica Pibic/Unicid da Universidade de São Paulo. Em 2009, concluiu estágio clínico em Ortodontia no Instituto Vellini, e em 2010, curso de planejamento Ortodôntico na Universidade Metodista. Concluiu em 2014 sua especialização em ortodontia e atua com ortodontia digital. Dentista na Odontoclinic e responsável técnica da OdontoImage.

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