Cloreto de cetilpiridínio no enxaguante bucal?

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Você sabe o que é cloreto de cetilpiridínio? Saiba que esse composto pode estar presente no seu enxaguante bucal!

O cloreto de cetilpiridínio é um agente que atua em benefício da saúde oral? Afinal, há controvérsias no uso do enxaguante bucal.

O composto químico cloreto de cetilpiridínio é um agente antisséptico usado no combate de microrganismos e de bactérias, prevenindo a placa dentária. De forma semelhante, associado à benzocaína, pode oferecer alívio de dores e de irritações na boca e na garganta.

Esse composto está presente não só em alguns antissépticos bucais, mas também em cremes dentais, em spray de hálito, em spray para a garganta e em comprimido para a tosse, por exemplo.

Enxaguante bucal à base de cloreto de cetilpiridínio

O cloreto de cetilpiridínio é apenas um dentre vários agentes antiplaca que podem ser encontrados nos mais variados produtos de higiene bucal.

O principal produto onde este agente é encontrado é no antisséptico bucal. O enxaguante bucal pode ser dividido em quatro tipos:

  • A base de cloreto de cetilpiridínio;
  • A base de flúor;
  • de gluconato de clorexidina;
  • de óleos essenciais.

O enxaguante bucal a base de cloreto de cetilpiridínio é conhecido por combater a placa dentária e a gengivite e por possuir atividade antimicrobiana contra uma ampla quantidade de bactérias.

Sua eficácia já foi atestada por alguns estudos, no entanto, apesar de já ser utilizado há cerca de 70 anos nos Estados Unidos, por exemplo, considera-se que ainda há escassas evidências científicas quanto aos seus resultados.

Contudo, é possível afirmar que, aliado à escovação, seu uso é capaz de oferecer um pequeno, mas significativo, proveito contra a placa e a gengivite, se comparado ao uso único da escovagem na higiene diária.

Entretanto, a necessidade do uso do enxaguante bucal divide opiniões entre os dentistas. O que se afirma com certeza é que seu uso exagerado pode gerar efeitos colaterais

Quais são os efeitos colaterais do produto?

O excesso do uso de produtos com o cloreto de cetilpiridínio pode gerar efeitos colaterais.

Falando mais especificamente do enxaguante bucal à base de cloreto de cetilpiridínio, pesquisas indicam haver efeitos secundários em seu uso exacerbado, tais como:

  • Manchas;
  • Alteração na coloração da língua e dos dentes;
  • Ardência;
  • Sensibilidade;
  • Ulcerações;
  • Mau paladar;
  • Formação de tártaro.

Quando e como usar cloreto de cetilpiridínio?

Primeiramente, se você deseja fazer uso de enxaguantes bucais à base de cloreto de cetilpiridínio porque pensa estar com gengivite ou placa bacteriana, o primeiro passo é consultar o seu dentista.

Uma consulta ao dentista poderá diagnosticar seu verdadeiro problema e assim você poderá tratar da forma adequada, que nem sempre é com o uso de um enxaguante bucal.

No entanto, se o seu objetivo não for o tratamento de algum sintoma ou de condição anormal que tenha percebido em sua boca, o dentista que faz o seu acompanhamento poderá recomendar o produto indicado para você.

A forma de utilização do antisséptico bucal ideal é após a escovação e a utilização do fio dental. Afinal, a escovação ajuda no rompimento da placa bacteriana, o que torna mais eficaz o uso do enxaguante em seguida.

Vale lembrar que o uso do antisséptico, sem as outras etapas da higiene bucal não promove nenhum benefício na limpeza oral. Muito menos substitui as outras etapas.

Por último, o bochecho com cloreto de cetilpiridínio não pode ser exacerbado. Além disso, seu uso deve ser sempre analisado junto com o seu dentista.

Lembre-se, o melhor método de prevenir a placa dentária e a gengivite pode não ser através do uso de enxaguantes com cloreto de cetilpiridínio, mas sim por meio de uma limpeza com a escova de dentes e com o uso do fio dental.

Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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