Autópsia virtual é menos invasiva e apresenta bons resultados

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Um avanço na medicina e odontologia, contribui para entender por completo causas de mortes

Como uma nova alternativa e uma boa opção na identificação de cadáveres, a autópsia virtual já é usada por alguns profissionais da saúde.

Muitas vezes escolhida pela família, a autópsia virtual se torna então uma opção, pois os entes acreditam ser uma maneira menos invasiva e mais respeitosa de realizar as análises necessárias.

Dessa forma, a autópsia virtual é um exame realizado após a morte, de forma digital. Esse tipo de técnica diminui intervenções no corpo, permitindo a preservação de provas essenciais nas investigações sobre a causa da morte.

O Que é Autópsia Virtual?

Hoje em dia, tomografias, imagens de ressonância magnética e escaneamento óptico em 3D são usados para detectar e documentar evidencias forenses de uma maneira minimamente invasiva.

Esse tipo de método pode ser usado tanto para os pacientes vivos quanto nos mortos.

Assim, o formato virtual surgiu como um projeto multidisciplinar de pesquisas, a fim de implementar essa modalidade a partir de diagnósticos radiológicos análises da ciência forense.

Desde então, o procedimento vem se tornando um padrão e muito conhecido nas investigações forenses em todo o mundo. O termo inglês Virtopsy, é o mais conhecido mundialmente.

Casos Em que a Autópsia Virtual é Utilizada

Para diferentes situações, existem variados tipos de procedimentos realizados durante o método virtual:

  1. Autópsia virtual em investigações forense nos mortos: pode se destacar com relação à autópsia tradicional ou até mesmo substituí-la. Um dos principais benefícios está na identificação de qualquer sinal independente de resultados forenses relevantes. Ainda, pode ser guardada permanentemente e talvez até reexaminada a qualquer momento caso uma segunda opinião seja necessária;
  2. Autópsia virtual em pacientes vivos: nesse caso, o procedimento permite identificar lesões padronizadas, como mordidas, hematomas, lacerações e abrasões. A identificação é feita em 3D, fiel as escalas e permite uma comparação dos machucados com os possíveis instrumentos que os causaram;
  3. Autópsia virtual no tribunal: em casos que envolvem a justiça, oferece excelentes ferramentas para reconstruir crimes e acidentes, incluindo representações em 3D de lesões internas, identificação colorida da superfície também em 3D e ainda modelos em 3D de cenas de crimes completas.

Autópsia Virtual em Odontologia

Para realizar a identificação de corpos por meio de registros clínicos, radiográficos e fotográficos, são necessários dois odontolegistas.

O papel do dentista na autópsia virtual então é esse, realizar seus relatórios buscando concordância entre os dados encontrados.

Basicamente, o corpo é submetido a exames de imagem e reconstruído em 3D.

A ressonância magnética reconstitui os tecidos moles, e a tomografia os tecidos duros. Não há então qualquer contato direto entre o dentista legista e o cadáver.

Dessa forma, a odontologia forense é uma área que vem se aprimorando a cada dia na busca de tecnologias que permitam resultados mais sensíveis, específicos e cada vez mais rápidos.

Vantagens do Método Virtual

Entre todos os benefícios que ela apresenta, as principais vantagens desse procedimento na odontologia são:

  • 1 operador apenas;
  • Uso de fotogrametria + escaneamento de superfície;
  • O cadáver pode permanecer na bolsa;
  • Armazenamento em formato DICOM, que é um padrão em Medicina;
  • Transferência de dados facilitada;
  • Alta efetividade.

Por exemplo, uma autópsia virtual realizada em um Faraó egípcio morto em 1352 a.C revelou características físicas e detalhes sobre sua morte. Interessante. né?

Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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