O que é Apicectomia e como funciona esse procedimento?

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Apicectomia é um procedimento cirúrgico que age na ponta da raiz do dente

A evolução de uma lesão na raiz do dente é gradativa e demorada. Nem sempre causa dor, sendo muitas vezes diagnosticada somente com radiografia. Para resolver este problema, é necessário realizar uma apicectomia.

Mas não assuste! A apicectomia não é tão complicada quanto parece. O que devemos nos atentar é se não surge nenhum cisto na nossa boca, que parece uma pequena inflamação sobressalente. Este é um indicativo muito comum de uma disfunção na raiz do dente.

Apicectomia é uma intervenção cirúrgica com o objetivo de retirar uma lesão no ápice do dente. O ápice é a ponta da raiz do dente. Durante o procedimento, é removido a lesão e a ponta da raiz dentária (cerca de 3mm), pois ali é um local muito propício para o acúmulo de microrganismos.

Portanto, é preferível que se retire ambas, de modo a não deixar nenhum vestígio. Diminuindo substancialmente as chances de uma possível inflamação no futuro.

Como ela não demanda grande manuseamento de tecidos, ela é considerada uma cirurgia simples.

  1. Quais São as Partes dos Nossos Dentes?
  2. Todo Caso de Lesão na Ponta da Raiz é Cirúrgico?
  3. Quais Problemas São Mais Comuns na Raiz do Dente?
  4. O Ferimento é Doloroso? Quais São os Sintomas?
  5. Apicectomia Vai Retirar a Ponta da Raiz do Dente, e Agora?
  6. Como se Prevenir Contra Lesões na Raiz do Dente?
  7. O Que Acontece se o Paciente Negligenciar a Realização de uma Apicectomia?

Quais São as Partes dos Nossos Dentes?

Para entender um pouco mais sobre estas infecções persistentes na ponta da raiz dentária, nada melhor do que compreender quais são as partes dos nossos dentes.

A anatomia dos dentes é basicamente constituída por 3 partes, sendo elas a raiz, a coroa e o colo.

  1. Raiz – essa parte do dente fica presa ao osso maxilar e osso mandibular, como o maxilar e a mandíbula. A raiz constitui geralmente dois terços do dente. Assim, lesões nesta região podem acarretar complicações graves ao paciente;
  2. Coroa – é a parte mais visível do dente. O formato da coroa é o que define a função dos dentes. Por exemplo, dentes mais afiados servem para cortar, enquanto os mais planos trituram os alimentos;
  3. Colo – essa parte fica localizada entre a raiz e a coroa do dente. Trata-se da linha de junção dos dentes e da gengiva. É uma área bastante sensível, e sem a escovação e uso adequado do fio dental, pode ocorrer a formação da placa e o tártaro, o que causa gengivite e outros males.

Já a estrutura do dente também é formada por 3 partes. Imagine realizar um corte vertical em um dente, as estruturas que você encontraria seriam:

  • Esmalte – formado por sais de cálcio, o esmalte é o tecido mais rígido e mineralização do dente e de todo o corpo humano. É a camada mais externa da superfície dentária;
  • Dentina – camada dentária situada abaixo do esmalte. É uma substância dura e sensível, contém sais de cálcio e envolve a polpa do dente;
  • Polpa – polpa dentária é a parte central do dente formada por um tecido mole. É nessa região que se encontram o nervo e os vasos sanguíneos.

Raiz Dente a Dente

Listamos o número de raízes e canais de cada dente. No entanto, é importante ressaltar que esses números podem variar de pessoa para pessoa.

  1. Dentes incisivos e caninos superiores: eles têm uma raiz e um canal. Raramente dois canais são encontrados.
  2. Incisivos inferiores: tem uma raiz e costuma ter um ou dois canais.
  3. Caninos inferiores: A grande maioria dos casos apresentam um canal. Há alguns casos com dois canais. Apresenta uma raiz.
  4. Primeiros pré-molares superiores: eles têm duas raízes e dois canais em praticamente todos os casos. Segundos pré-molares: eles têm uma raiz e um canal na maior parte dos casos, mas não é raro encontrar dois canais.
  5. Pré-molares inferiores: a maioria possui uma raiz e um canal, mas não é raro encontrar dois canais. Molares superiores: a grande maioria apresenta três raízes e a maioria apresenta mais de um canal, sendo normal encontrar quatro canais.
  6. Molares inferiores: costumam ter duas raízes e três ou quatro canais.

Todo Caso de Lesão na Ponta da Raiz é Cirúrgico?

O que é apicectomia e como funciona?

Não, fique tranquilo. Os casos de cirurgia de raiz só ocorrem quando os remédios convencionais não fazem mais efeito. Ou seja, quando a bactéria passou a ser mais resistente e a infecção é recorrente.

Assim, na maioria dos casos, a inflamação é controlada com medicamentos que estimulam o aumento da imunidade do dente.

Indicações da Apicectomia

Na base das indicações para este procedimento cirúrgico na ponta da raiz estão as infecções persistentes, já irreversíveis através de tratamentos mais conservadores, como a endodontia ou o tratamento de canal.

Normalmente, estas infecções originam a formação de cistos periapicais e/ou granulomas, algumas vezes associados a fístula consequente da formação de abcessos, resultantes de infecções dentárias crônicas.

Outras indicações, menos frequentes, prendem-se com a presença de:

  • Dilacerações nas raízes;
  • Perfurações no último terço das raízes;
  • Fraturas de instrumentos utilizados durante uma desvitalização e que ficam retidos dentro dos canais das raízes.

Esta última situação, inclusive, pode colocar em risco a realização de alguns tratamentos ortodônticos.

Vale lembrar que a apicectomia radicular é essencialmente considerada em dentes com uma só raiz (apicectomia unirradicular).

Isso pois o sucesso deste procedimento em dentes com mais raízes tende a ser bastante menor, pela maior dificuldade inerente.

Numa grande parte dos casos, e se esta cirurgia for executável, constitui o último recurso para evitar a extração e consequente perda do dente e outras lesões intraósseas.

Quais Problemas São Mais Comuns na Raiz do Dente?

O que é apicectomia e como funciona?

Diversos problemas bucais afetam, direta ou indiretamente, a raiz do dente. Por ser uma parte tão importante da estrutura do dente, ela deve ser preservada e cuidada com muita atenção.

A seguir, listamos algumas doenças que podem prejudicar a raiz do dente. Confira:

  • Raiz do dente exposta;
  • Periodontite;
  • Cáries;
  • Traumas.

E por que a lesão na ponta da raiz ocorre?

A polpa dentária, que é a parte interna do nosso dente, cuja função é manter sua vitalidade, pode sofrer um distúrbio, causando uma infecção. Quando isso acontece, muito provavelmente atingirá a ponta da raiz.

A região está mais suscetível ao surgimento de infecções e lesões, visto que acumula mais detritos alimentícios e microrganismos que outras regiões da boca.

Nela ainda existe um orifício pelo qual passam vasos e nervos que vão nutrir a polpa dentária. Quando a polpa está infectada, a região do ápice também poderá estar infectada e aí se forma um processo inflamatório.

Além disso, entre as possíveis causas de uma lesão na ponta da raiz, podemos citar:

  • Contaminação bacteriana;
  • Medicamentos;
  • Trauma;
  • Necrose pulpar.

A partir daí, a lesão pode evoluir gradualmente, de forma lenta, atingindo desde estágios mais leves e estágios gravíssimos, implicando em diversas complicações ao paciente.

O Ferimento é Doloroso? Quais São os Sintomas?

O que é apicectomia e como funciona?

Não necessariamente. Como dissemos, ela é assintomática. Ou seja, não demonstra haver quaisquer indicativos. O que podem surgir são pequenos cistos no tecido gengival, provocando um leve incômodo no indivíduo.

Entretanto, relatos indicam que em situações mais graves, o paciente pode se queixar de forte e intensa dor e desconforto na região lesionada.

Realizando uma radiografia panorâmica, a que abrange a boca toca, ou periapical, que se limita a apenas uma região, é possível identificar se o problema acometeu o ápice da raiz do dente.

Possíveis riscos e complicações da apicectomia

Como em qualquer procedimento cirúrgico, existem riscos e eventuais complicações associadas à apicectomia dental.

Desde que o plano de tratamento seja bem definido e bem sustentado com o auxílio radiográfico, preferencialmente uma tomografia ou um scanner dental, por forma a “visualizar” a área a intervencionar, e desde que sejam seguidos os devidos cuidados pós-operatórios, é uma cirurgia perfeitamente segura e satisfatória.

Contudo, nem sempre é possível realizar esta cirurgia, pois pode ser contraindicada devido à proximidade com estruturas anatômicas importantes como nervos faciais, por exemplo.

Assim, sob risco de as lesar e provocar eventuais paralisias ou parestesias, ou por dificuldade de acesso ao local dos ápices radiculares, como é o caso por exemplo da raiz palatina dos dentes molares superiores, pode ser que o profissional encarregado opte pela realização de outro procedimento.

Apicectomia Vai Retirar a Ponta da Raiz do Dente, e agora?

O que é apicectomia e como funciona?

Não há com o que se preocupar. O dente não ficará mais frágil por isso, muito menos corre risco de se deteriorar. Se a ferida não fosse estancada, aí, sim, teria risco de comprometer a integridade.

Isso porque a lesão, além de afetar o dente, ainda danifica os respectivos tecidos de suporte desta estrutura, podendo fragilizá-lo bastante.

O esperado é que, após a cirurgia, o problema seja resolvido por completo. Entretanto, o ideal é realizar exames radiográficos de controle para confirmar a progressão do tratamento.

Como é o passo a passo da apicectomia?

Primeiro, o dentista aplica uma anestesia local, com o objetivo de inibir qualquer sensação de dor ou desconforto que possa ser sentida pelo paciente.

Em seguida, é feito uma incisão para descolar um pedaço da gengiva e localizar a ponta da raiz do dente.

Geralmente, essa intervenção ocorre pelo lado exterior (vestibular) do maxilar, coincidente com a zona do término da ou das raízes.

Os profissionais costumam utilizar um bisturi convencional e até mesmo lasers para realizar a delicada incisão. O próximo passo é “cavar” até encontrar a região da lesão. Para isso, o dentista comumente utiliza um trepanador.

Feito isso, o dentista retira toda área óssea machucada, que normalmente constitui cerca de 3mm, implicando para isso no corte dos últimos milímetros da ou das raízes dos dentes envolvidos, sendo o interior dos respetivos canais radiculares, posteriormente obturados com amálgama ou outros materiais obturadores biocompatíveis.

Assim, é feita uma apicectomia com retrobturação dos canais dos dentes a intervencionar, correspondendo assim a uma cirurgia endodôntica. Por fim, a gengiva é suturada.

A fim de verificar se não há reincidência, o dentista faz o controle por meio de radiografias.

Se preferir, ele também pode enviar a um laboratório uma amostra de tecido para averiguar mais sobre o assunto, sendo realizada uma análise anátomo-patológica, para melhor caracterização da natureza dele.

A cirurgia pode ser realizada em qualquer dente?

A resposta para esta questão depende bastante de uma análise prévia realizada pelo profissional. Entretanto, o acesso é mais fácil nos dentes anteriores superiores.

Assim, dependendo da anatomia e das condições locais, é possível que essa cirurgia seja realizada em outros dentes, normalmente limitado até ao primeiro molar.

Qual o pós-operatório?

A recuperação no pós-operatório implica sempre algum incômodo para o paciente, podendo apresentar alguma dor e inflamação, assim como eventuais equimoses (manchas arroxeadas na região operada).

Este procedimento não exige grande repouso.

O paciente volta as suas atividades diárias normalmente no dia seguinte desde que tenha alguns cuidados no pós-operatório essenciais para promover uma rápida cicatrização, e assim aumentar a possibilidade de sucesso.

Dentre as medidas mais importantes para incrementar os resultados desta cirurgia, salientamos as seguintes:

  • De imediato, é pedido para que o paciente não realize grandes esforços, apesar de poder voltar à sua rotina normalmente no dia seguinte;
  • Aplicar bolsa de gelo sobre a região durante o primeiro dia para conter qualquer incômodo;
  • Ingerir adequadamente os medicamentos prescritos, que englobam anti-inflamatórios, analgésicos e antibióticos;
  • Fazer a higiene bucal correta, pois além de manter a limpeza da nossa boca, é fundamental para a cicatrização, de modo a não deixar que ela inflame.

Todo dentista pode realizá-la?

Por se tratar de uma cirurgia de menor expressão, quem faz a apicectomia é propriamente um dentista geral. No entanto, como a área tem a ver com endodontia, pode também ser realizada por um endodontista.

Por isso, devemos consultar nosso dentista periodicamente.

Uma anomalia em determinada parte de nossa boca pode comprometer outras funções, acarretando algo mais profundo, sendo necessário intervir cirurgicamente, como o caso da apicectomia.

Como se Prevenir Contra Lesões na Raiz do Dente?

O que é apicectomia e como funciona?

Como vimos, as inflamações podem ter causa bacteriana. Por isso, é importante cuidar da saúde bucal. Assim, separamos algumas recomendações para você seguir diariamente.

Escove os dentes depois de acordar, depois das refeições e antes de ir dormir. Faça movimentos suaves e circulares em torno de todos os dentes.

Lembre-se de sempre escovar a língua também, porque ela também tem bactérias bucais que podem fazer mal à saúde.

É importante tentar não passar a escova bruscamente. O uso do fio dental pelo menos uma vez ao dia é recomendado pelos dentistas.

Não precisa passar o fio de forma bruta, mas é preciso que você limpe toda a área ao redor do dente e perto da gengiva.

O seu dentista também pode passar algum enxaguante bucal ideal para você manter e completar a limpeza bucal todos os dias.

Na hora da alimentação, também é preciso ter uma dieta regulada. Por isso, consuma bastante vitaminas e nutrientes.

Não esqueça de se manter hidratado sempre que puder. Além disso, tente se proteger contra possíveis traumas na boca.

Use protetores bucais quando for fazer esportes, por exemplo. Fique sempre atento para quais remédios você está tomando!

E, não se esqueça: faça visitas regulares ao seu dentista de confiança. Assim, você pode conversar com ele e tirar suas dúvidas sobre a lesão periapical.

Existe um plano B?

Agora iremos entender um pouco mais sobre algumas cirurgias semelhantes, que podem atuar como um plano B quando a apicectomia é contraindicada.

Estudos indicam que quando existem lesões é porque há uma carga bacteriana aumentada no interior do dente.

Isso é resultado de uma resposta inflamatória que terminou num processo de necrose.

Ou até num dente com um tratamento de desvitalização anterior que não conseguiu remover completamente o conteúdo bacteriano e que acabou por dar origem a uma lesão.

Na grande maioria dos casos, basta proceder a um correto tratamento ou re-tratamento de desvitalização para se conseguir erradicar o agente causal.

Promovendo uma resposta do nosso próprio sistema imunitário, sendo assim revertida a lesão e formando-se novo osso à volta das raízes.

Entretanto, existem outros tratamentos possíveis além do citado acima. Vamos conhecê-los.

Tratamentos Alternativos

O primeiro passo ao notar uma anomalia no ápice gengival é procurar por um especialista. O endodontista faz o exame clínico, que inclui a anamnese e o exame físico.

Assim, ele garante o diagnóstico certeiro e indica a presença das periapicopatias, como também são chamadas as lesões periapicais.

Após essa primeira etapa, o endodontista pode indicar tratamentos eficazes. Um deles é o tratamento endodôntico, indicado para causas microbianas.

O tratamento endodôntico é toda técnica que tem como objetivo recuperar partes afetadas da polpa dentária, dos canais radiculares e dos tecidos periapicais.

Assim, os micróbios são eliminados e o dente pode ser recuperado. O mais comum é o tratamento de canal.Já nos casos de inflamação por causa traumática, os pacientes passam por um ajuste oclusal.

Quando a infecção é causada por medicamentos, o paciente deve tomar remédios anti-inflamatórios. Além disso, em alguns casos é preciso fazer o ajuste oclusal e uma reintervenção no consumo dos medicamentos.

Infelizmente, a prescrição de antibióticos só ajuda se complementada com a terapêutica e em casos muito específicos. Logo, por si só ela não é capaz de resolver o problema.

Assim, nos casos mais extremos, apenas a intervenção cirúrgica consegue a cura completa, por remoção dos tecidos contaminados que estão fora do alcance das medicações.

Sobre a Endodontia

Para entender o que é a endodontia e o que exatamente os profissionais dessa área fazem, podemos iniciar analisando a palavra que dá nome à esta especialização.

“Endo” significa dentro ou interno, e “dontia” é o mesmo que dente. Ou seja, os odontologistas especializados neste campo tratam da estrutura interna do dente.

Outra curiosidade sobre a endodontia, é que certamente você já ouviu falar sobre esta especialidade antes, mas com outro nome: tratamento de canal.

Endodontia é a especialidade da odontologia responsável pelo estudo da polpa dentária, de todo o sistema de canais radiculares e dos tecidos periapicais.

Em casos de cárie, fraturas dentárias, trauma dentário ou ortodôntico, lesões endo-periodontais, necessidades protéticas e outras doenças, o tratamento endodôntico é o mais indicado.

Principais Indicações Para a Endodontia

Agora iremos comentar sobre as principais indicações para a realização de procedimentos endodônticos além de uma lesão no ápice da raiz dental. Entre elas, podemos colocar:

  • Dor de dente;
  • Dor no maxilar (superior) ou na mandíbula;
  • Trauma aparente (dentes escurecidos podem ser um sinal de infecção);
  • Necrose pulpar;
  • Inchaço com presença de bolhas e pus;
  • Dificuldade para mastigar;
  • Exposição do nervo.

Como Funciona o Tratamento de Canal?

Dependendo de cada caso, o tratamento de canal pode ser realizado em mais de uma etapa e serão necessárias algumas visitas ao dentista.

O primeiro passo é realizar uma abertura na da parte posterior de um dente frontal ou na coroa de um dente posterior, molar ou pré-molar.

Em seguida a polpa infeccionada é removida, e o espaço pulpar e os canais são esvaziados em preparação para o seu preenchimento.

Uma restauração temporária é colocada na abertura da coroa, a fim de proteger o dente no intervalo das visitas.

Na última etapa do tratamento endodôntico, a restauração temporária é removida e a cavidade da polpa e os canais são preenchidos.

Um material em forma de cone é inserido em cada um dos canais e geralmente selado em posição com um cimento apropriado.

É comum inserir uma coroa sobre o dente para restaurar seu formato e dar uma aparência natural. Se o dente estiver fraturado ou muito destruído pode ser necessário colocar um pino cimentado no canal antes da confecção da coroa.

O Que Acontece se o Paciente Negligenciar a Realização de uma Apicectomia?

O que é apicectomia e como funciona?

Graves consequências podem acontecer quando é preciso fazer o procedimento, mas ele não é realizado. O dente que não é tratado endodonticamente, vira um foco de infecção no organismo do paciente.

Se não tratado e eliminada, a infecção pode cair na corrente sanguínea e o paciente pode ter sérios problemas sistêmicos.

Além disso, outras complicações podem surgir se não for realizado o tratamento de canal. Este processo pode evoluir para a formação de abscesso agudo, gerando grande edema facial.

Este quadro infeccioso pode se tornar muito grave quando não se procura atendimento de urgência, podendo evoluir para angina, gerando dificuldades respiratórias com possível obstrução total das vias aéreas.

Assim, quando for necessário, é essencial que o paciente realize a apicectomia o mais rápido possível.

Valdir de Oliveira

Valdir de Oliveira

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela Universidade de Santo Amaro (UNISA). Pós-graduado em Ortodontia e Ortopedia dos Maxilares pela Sboom. Com especialização e mestrado em Implantodontia, habilitação em Harmonização Orofacial e Anatomia da Face. Professor nas áreas de Cirurgia Bucomaxilo Facial e Harmonização Orofacial. Voluntário há mais de 20 anos na Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais - ADRA Brasil.

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