Técnicas da anestesia mandibular e sua importância

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A principal técnica de anestesia mandibular é do nervo alveolar inferior

O efeito da anestesia bloqueia a sensibilidade. Dessa forma, os pacientes passam por qualquer tipo de procedimento cirúrgico sem sentir dor ou incômodo. E dentro da odontologia, existem diversas técnicas distintas para cada parte da cavidade oral, como a anestesia mandibular.

Dentre as técnicas de anestesia mandibular mais utilizada, a que mais se destaca é a anestesia do nervo alveolar inferior.

A anestesia mandibular, como o próprio nome diz, visa atingir o nervos da mandíbula, que dividem-se em seis ramos. Cada um auxilia em uma função diferente da boca.

Nervos da mandíbula

Composto por fibras motoras e sensitivas.

Nervo aurículo temporal

Situado na região da articulação temporomandibular, atingindo a ATM, o pavilhão da orelha, o tímpano, a glândula parótida e o couro cabeludo.

Grupo de ramos que oferecem a mesma função que dos músculos de mastigação. São eles:

  • Nervo masseterino;
  • Nervo temporal;
  • Nervo pterigoideo medial;
  • Nervo pterigoideo lateral.

Nervo bucal

Encarregado pela inervação da mucosa perto da bochecha, na região dos molares inferiores.

Nervo lingual

Responsável por quase toda parte sensitiva da lingual, cuidando dos 2/3 anteriores dela. Percorre também a parte inferior da língua e todo o assoalho da boca.

Nervo alveolar inferior

O nervo alveolar inferior está localizado na parte de dentro do canal mandibular, inervando incisivos, caninos, pré-molares e molares.

Ele se subdivide em outros ramos:

  • Nervo mentoniano;
  • Nervo incisivo;
  • Nervo bucal;
  • Nervo aurículo temporal;
  • Nervo lingual.

Nervo milo-hioideo

Move o músculo milo-hioideo e uma parcela do músculo digástrico.

Anestesia da mandíbula

Confira as técnicas anestésicas para a mandíbula:

  • Anestesia local intrabucal – anestesia realizada na parte interna da boca.
  • Anestesia extrabucal –  efetuação é pela parte de fora da boca.
  • Anestesia terminal – Acontece nas terminações nervosas. Pode ser superficial ou infiltrativa. Superficial – para a superfície da mucosa oral. Feita com pomada anestésica de maneira tópica. Infiltrativa – age intimamente na gengiva e nos ligamentos periodontais.
  • Anestesia por bloqueio – anestesia por bloqueio terá sua atividade no ramo ou no tronco nervoso. Regional – atua no ramo do nervo. Troncular – atinge o tronco do nervo.

Bloqueio do nervo alveolar inferior

Como dissemos, o principal tipo de anestesia da mandíbula é o bloqueio do nervo alveolar inferior, já que engloba os nervos lingual, bucal, mentoniano e incisivo.

  1. Anatomia – face interna do ramo mandibular.
  2. Local anestesiado – dentes inferiores, língua, assoalho da bocal, tecido gengival, periodonto, lábio inferior e bochecha do lado que será anestesiado.
  3. Equipamento – o equipamento utilizado é a seringa carpule e a agulha calibre 25.
  4. Técnica – podem ser empregadas duas técnicas de anestesia mandibular: direta e indireta de três posições.

Técnicas da anestesia mandibular

Direta

Anestesia os nervos lingual e alveolar inferior.

  • Identifique as linhas que o ramo ascendente e o ligamento pterigomandibular formam;
  • Trace a bissetriz do ângulo das linhas;
  • Coloque a agulha na direção dos dentes pré-molares inferiores;
  • Faça a punção da bissetriz a 1 cm do plano de oclusão. Deixe o bisel da agulha direcionado para a face interna do ramo;
  • Penetre a agulha até que ela alcance o osso;
  • Recue 1 mm;
  • Aspirar e constar que há a presença de uma bolha de ar no êmbolo, e não sangue;
  • Injetar a anestesia.

Indireta ou das 3 posições

A partir de uma única punção, o dentista pode bloquear os nervos alveolar inferior, lingual e bucal. No entanto, ele deve ter cuidado, pois terá de mudar a posição da agulha durante o procedimento.

1ª posição: anestesia do nervo bucal

  • Verifique as linhas que o ramo ascendente e o ligamento pterigomandibular formam;
  • Trace a bissetriz do ângulo;
  • Faça a punção na bissetriz a 1 cm do plano de oclusão, tendo o bisel direcionado para a parte interna do ramo;
  • Deixe a seringa paralelamente ao plano de oclusão;
  • Penetre 5 mm da agulha;
  • Faça a aspiração;
  • Injete um pouco de anestésico.

2ª posição: anestesia do nervo lingual

  • Após o processo de anestesia do nervo bucal, é hora de colocar a agulha por mais 5 mm;
  • Mantenha a mesma orientação da posição anterior;
  • Faça a aspiração;
  • Injete o anestésico até alcançar a marca de 1/4 do marcador.

3ª posição: anestesia do alveolar inferior

  • Deixando o carpule paralelamente ao plano de oclusão, mantenha somente um pouco mais que o bisel dentro da mucosa;
  • Desloque a seringa até que ela fique em cima dos dentes pré-molares do lado contrário de onde está sendo anestesiado;
  • Penetre a agulha até que ela chegue ao osso;
  • Recue 1 mm;
  • Faça a aspiração;
  • Injetar o restante do tudo.

Anestesia eletrônica

A anestesia eletrônica é um novo método da atualidade. Sua funcionalidade é a mesma da anestesia convencional.

Entretanto, por ser automatizada, consegue administrar melhor a liberação e introdução do líquido anestésico. Basta colocar na configuração desejada.

Além disso, reduz o desconforto gerado pela sensação da agulha porque solta pequenas quantidades de anestésico antes mesmo a agulha penetrar na pele.

Seu tamanho é menor que o da tradicional. Então, pode ser uma ótima alternativa para efetuar a anestesia mandibular  em quem tem fobia de agulha, por exemplo.

Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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