Amigdalite é comum e pode levar pacientes à cirurgia

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Cuidados e higiene bucal podem prevenir a doença

Podendo se manifestar em qualquer pessoa, a amigdalite é algo muito comum. Geralmente, as crianças são as mais afetadas pela doença.

Por serem receptoras de germes e bactérias auxiliando na proteção contra eles, é comum que as amígdalas inchem e infeccionem, causando a amigdalite.

Dessa forma, a amidalite nada mais é do que uma inflamação nas amígdalas – duas estruturas redondas que protegem a garganta contra a invasão de micro-organismos.

Você deve estar se perguntando onde a odontologia se conecta com os casos de amigdalite, certo? Por ser uma doença causada por bactérias bucais, sua prevenção começa com os cuidados e higiene bucal.

Amigdalite ou Amidalite?

Tanto amidalite quanto amigdalite são maneiras corretas de escrever o nome da patologia. Porém, o uso com a letra G é mais presente na ortografia do Português Europeu. Os 4 principais tipos de amidalite são:

  1. Amidalite Bacteriana – causada pela infecção das bactérias Streptococcus, mais conhecida como estreptococo do grupo A. As amidalites bacterianas exigem um tratamento mais específico com antibióticos;
  2. Amidalite Viral – é o tipo mais comum, sendo causada pela infecção de vírus nas amídalas. No caso dessa manifestação da doença, o tratamento pode ser feito em casa, a base de medicamentos e cuidados básicos;
  3. Amidalite Crônica – causada por infecções recorrentes, causa dor de garganta, mau hálito e nódulos cervicais persistentes. Neste tipo, podem acontecer até sete episódios de amigdalite em um ano;
  4. Amidalite Aguda – pode durar até duas semanas ou mais. A amidalite aguda causa a obstrução das vias aéreas devido ao inchaço das amídalas, ocasionando dificuldades na respiração, ronco e apneia do sono.

Causas de Amidalite

Geralmente é causada por vírus, mas também pode ser por meio de uma infecção bacteriana. A bactéria mais comum é a Streptococcus Pyogenes, também responsável por outras condições, como a faringite.

Porém, outras bactérias também podem estar presentes, causando uma inflamação na garganta e auxiliando no desenvolvimento da doença.

Sintomas da Amidalite

Entre os principais sintomas da amidalite podemos encontrar:

  • Febre alta
  • Irritação na garganta
  • Rouquidão
  • Dificuldade para engolir
  • Falta de apetite
  • Gânglios aumentados na região da mandíbula e do pescoço
  • Mau hálito
  • Dor de cabeça
  • Rigidez no pescoço
  • Pus na garganta

Alguns sintomas como a febre e a presença de pus podem ser mais expressivos quando a infecção for causada por bactérias.

Tratamento para Amigdalite

Nos casos em que sua forma é viral, são prescritos anti-inflamatórios, analgésicos e antitérmicos para aliviar dor, febre e outros incômodos.

Se for causada por bactérias, entram os antibióticos. As doses do remédio nunca devem ser interrompidas sem autorização médica, ainda que o quadro melhore muito logo no início do tratamento.

O uso inadequado e abuso desse tipo de medicação leva à resistência bacteriana. Portanto, tudo deve ser feito sob indicação e orientação médica.

Em algumas circunstâncias, a alta recorrência dos episódios de amidalite faz com que os médicos optem pela retirada das amídalas.

Quando a amidalite é caso de cirurgia?

Não há exames que possam diagnosticar precisamente a necessidade de retirada das amídalas. Porém, é necessário que ocorram pelo menos 3 infecções em um ano.

Dessa forma, a intensidade das crises também é analisada, e o procedimento cirúrgico só acontece quando todas as outras alternativas não funcionam mais.

A cirurgia é simples. Feita por meio do uso de uma pinça cirúrgica que é inserida pela boca e retira as amídalas.

O procedimento é de baixo risco e pode durar de 30 a 90 minutos. Desse modo, na maioria das vezes, permite que o paciente tenha alta no mesmo dia.

Prevenção da Amigdalite

Existe uma grande relação entre amidalite e a saúde bucal. Por ser uma doença desencadeada por vírus e bactérias que entram pela boca, simples medidas de higiene fazem a diferença.

Além dos cuidados bucais comuns como escovação e uso do fio dental, para evitar a doença é preciso também manter alguns hábitos de higiene.

Por isso, lavar as mãos com frequência e não compartilhar talheres e copos com pessoas com sintomas de gripe e outras infecções, ajudam a evitar a amigdalite.

Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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