Agliofobia faz pacientes deixarem de ir ao dentista

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A fobia pode ter impacto direto na saúde bocal dos acometidos

A dor é algo subjetivo, não é mesmo? O que causa extremo sofrimento para uma pessoa pode não incomodar outra. Mas situações dolorosas são ainda mais inquietantes quando falamos sobre pessoas que sofrem com a agliofobia.

Essa fobia ainda recebe alguns nomes secundários. Ela pode ser chamada de odinofobia, odinefobia, odinesfobia ou até mesmo algofobia. Mas afinal, o que é a agliofobia?

Agliofobia é, basicamente, a fobia de situações dolorosas. Em outras palavras, essa condição pode ser classificada como o medo da dor.

Todos sabemos que a dor indica que algo está errado no corpo. Mas no caso da agliofobia, há uma ansiedade intensa e constante na mente do paciente.

Isso tende a agravar seu sofrimento físico e emocional, e pode ser altamente perturbador no dia a dia. Principalmente, em situações com possíveis causas de dor.

Agliofobia e Odontologia

Geralmente a agliofobia odontológica se origina por conta de alguma experiência traumática antiga. Assim, é possível que ela esteja relacionada a uma consulta odontológica do passado.

Por exemplo, uma criança que já sofreu alguma dor ou incômodo no dentista não vai querer experimentar essas sensações novamente, evitando aquele ambiente.

Assim, a disfunção pode ser debilitante e disruptiva para a vida cotidiana.

Como o indivíduo fóbico pensa constantemente sobre a dor, como resultado sua condição se transforma em um ciclo vicioso que agrava o sofrimento psicológico e físico.

Sintomas da Agliofobia

Antes de qualquer coisa, é importante dizer que o medo da dor muitas vezes é confundido com bipolaridade, depressão e até mesmo esquizofrenia, mesmo não possuindo relação com essas disfunções.

Os sintomas variam bastante, dependendo do grau da anomalia sofrida pelo paciente. Entretanto, geralmente os acometidos costumam apresentar:

  • Gritos e choro;
  • Incapacidade de cuidar de si mesmo;
  • Forte agitação e tremores;
  • Tonturas e náuseas;
  • Ataques de pânico repentinos.

Além disso, o medo de sentir alguma dor pode fazer com que o fóbico evite experimentar novas experiências e conhecer novos lugares.

Na maioria dos casos, o paciente pode deixar de cuidar da saúde, uma vez que evita frequentar lugares como médicos ou dentistas. Sendo assim, a sua condição médica e psicológica pode ser bastante afetada.

Por fim, em situações mais agressivas e graves, o indivíduo pode desenvolver até mesmo pensamentos temerosos sobre a morte, tendo o seu psicológico bastante impactado.

O medo excessivo ainda pode fazer com que os afetados utilizem altas doses de remédios analgésicos, promovendo possíveis overdoses.

Tratamento para o Medo da Dor

Uma combinação de remédios e terapia de comportamento pode ser bem sucedida no tratamento do medo de dor.

No entanto, a maioria dos médicos advertem que os medicamentos de ansiedade dão apenas um alívio temporário e podem levar a efeitos colaterais ou reações adversas.

Outros tratamentos para agliofobia devem ser feitos sob a orientação de um psicólogo/psiquiatra experiente. Um exemplo é a terapia de dessensibilização gradual.

Esta terapia envolve gradualmente expor o indivíduo a diferentes níveis de dor. Isso pode ajudá-lo a entender o que é dor e também perceber que seu medo é irracional.

Familiares e amigos devem ajudar e apoiar o fóbico. Deve-se manter um olho sobre o indivíduo para garantir que eles não voltem para o alívio da dor através de medicamentos que poderiam levar a uma overdose.

Hipnoterapia e terapia de programação neurolinguística também são formas de beneficiar pessoas que sofrem de agliofobia.

Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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