Relação da síndrome coronariana aguda com a Odontologia

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Considerada uma doença de alta prevalência na atualidade, tem relação com a trombose coronária

A Síndrome Coronariana Aguda se caracteriza principalmente pela dor intensa no peito.

O tratamento da Síndrome Coronariana Aguda pode ser feito simplesmente com analgésicos e morfina em casos mais acentuados.

Conhecida também por SCA, a Síndrome Coronariana Aguda é um grupo de sintomas atribuídos à rupturas e oclusão das artérias coronarianas.

Você deve estar se perguntando por quê estamos falando sobre ela em um site de Odontologia, certo? Continue lendo este artigo até o fim para entender a relação!

Diagnosticando a Síndrome Coronariana Aguda

O diagnóstico da síndrome coronariana é feito através de 3 procedimentos:

  1. Exame físico – é inexpressivo e depende da gravidade do caso. Pode-se identificar B3, B4, hipo/hipertensão e bradicardia-taquicardia. Dessa forma, a busca pode revelar causas de dor torácica não coronariana. O que é importante para o diagnóstico diferencial.
  2. Exames da avaliação inicial – de pronto deve ser realizado um eletrocardiograma – este é fundamental para o diagnóstico e tratamento. Depois, analisar o diagnóstico de infarto do miocárdio através do uso dos marcadores de dano miocárdico.
  3. Exames Complementares – nessa fase, é importante realizar raio x de tórax em pacientes com risco fatal alto e doenças respiratórias; ecocardiograma basal; testes funcionais para identificar pacientes com isquemia; e cineangiocoronariografia diagnosticando as obstruções arteriais e angioplastia.

É possível identificar uma relação entre doença periodontal e síndrome coronariana aguda por meio de exames odontológicos de rotina. Assim, as visitas regulares se tornam ainda mais importantes!

Um dentista identifica que a quantidade de bactérias que se localizam entre os dentes e a gengiva costuma dobrar em pacientes com SCA.

Além disso, também pode ser desencadeada por um estresse fisiológico, que faz com que haja uma maior exigência sobre o coração.

Sintomas da Síndrome Coronariana Aguda

De 75 a 85% dos pacientes com a síndrome coronariana apresentam como sintoma predominante a dor torácica. No entanto, nem todos se queixam – principalmente os mais idosos.

Embora a duração da dor seja variável, o mais comum na SCA é que permaneça por mais de 20 minutos. Porém, nunca por horas e de forma contínua.

Outros sintomas que podem aparecer também são:

  • Gases
  • Indigestão
  • Queimação
  • Sensação de inchaço
  • Dores com sensação de agulhadas

Se for identificada dor anginosa, essa se irradia para pescoço, mandíbula e membro superior esquerdo.

Em muitos portadores da síndrome que tiveram perda óssea na mandíbula, evidências de periodontite foram identificadas. Ou seja, pode acarretar então uma doença periodontal.

Tratamento para Síndrome Coronariana Aguda

O tratamento comum nos pacientes é feito com aspirina, nitroglicerina e, caso haja a persistência das dores no peito, aplicações de morfina. O que ocorre simultaneamente com o diagnóstico.

É projetado principalmente para:

  • Aliviar a angústia;
  • Interromper a trombose;
  • Reverter a isquemia;
  • Limitar o infarto;
  • Reduzir a carga de trabalho cardíaco;
  • Prevenir e tratar complicações.

O tratamento medicamentoso também acontece e envolve fármacos antiplaquetários, medicamentos antianginosos, anticoagulantes e, em alguns casos, outros fármacos.

Fatores de risco e pós-tratamento da Síndrome Coronária

Alguns fatores de risco são muito significativos na síndrome, como por exemplo:

  • Tabagismo;
  •  Dislipidemia;
  • História Familiar Positiva;
  • Idade avançada;
  • Cardiomiopatia / Aterosclerose;
  • Diabetes Melitus / Doença Renal Crônica.

Outras doenças como anemia, tireoideopatias, febre, infecções, inflamações e desordens metabólicas podem agravar os casos de SCA.

Assim, mudança de hábitos deve ocorrer após conclusão do tratamento. Dessa forma, é importante que os fumantes abram mão do tabagismo, todos façam atividades físicas, sigam uma dieta equilibrada e façam exercícios regulares.

Por isso, após a alta hospitalar, é importante que os pacientes continuem com um acompanhamento médico com os especialistas de cada área, impedindo que a síndrome coronariana aguda se desenvolva novamente.

Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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