Resistência de união ao esmalte é importante em restaurações

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É importante conhecer o conceito de resistência de união ao esmalte principalmente durante as restaurações dentárias

A preservação da estrutura dental é um dos grandes objetivos da odontologia desde sua criação. No entanto, a cavidade bucal representa um desafio para as técnicas adesivas, devido à umidade e à complexidade dos substratos dentais. Assim, os profissionais precisam entender sobre a resistência de união ao esmalte.

Dessa maneira, podemos dizer que a resistência de união ao esmalte é um ponto primordial da odontologia restauradora.

A resistência de união ao esmalte é definida pela capacidade que o material restaurador, utilizado pelos profissionais, tem em se conectar com a dentina.

É fundamental que o dentista entenda sobre o material com o qual está trabalhando, observando sua resistência, sua biocompatibilidade e até mesmo sua relação com ambientes úmidos.

Restauração dentária e Resistência de União ao Esmalte

Restauração dentária é um procedimento odontológico que permite a recomposição do dente depois de sofrer uma fratura ou ser acometido por uma cárie dentária severa.

Para que isso seja possível, é preciso utilizar materiais restauradores. Os principais materiais de restauração utilizados costumam ser a resina, o amálgama e a porcelana. E os três possuem boa capacidade de resistência de união à dentina.

Sendo assim, que tal conhecermos um pouquinho mais sobre cada um deles?

Amálgama

Amálgama é a denominação dada à liga metálica que possui como elemento base o mercúrio. Esse item é muito importante na odontologia devido suas propriedades.

Entretanto, ultimamente, sua capacidade está sendo bastante questionada devido exatamente ao seu principal componente, o mercúrio.

Algumas pessoas duvidam se, de fato, sua aplicação em nossa boca é segura. Além disso, ele pode ser tóxico ao meio ambiente se descartado de maneira incorreta.

Dentre as principais propriedades do amálgama podemos citar:

  • Alta plasticidade;
  • Possibilidade de alteração dimensional;
  • Resistência;
  • Baixa toxicidade (apesar de conter mercúrio, o elemento é encontrado em baixíssima concentração, podendo ser suportado por nosso organismo);
  • Forte adesividade ao esmalte.

Por fim, é interessante ressaltar que o amálgama possui uma coloração bastante notável. Em virtude disso, muitos pacientes preferem que ele seja utilizado apenas nos dentes traseiros, não ficando tão visíveis.

Resina composta

A resina composta foi desenvolvida em meados da década de 50 e até hoje já sofreu diversas transformações com o intuito de melhorar as suas propriedades.

Sua aplicação é bem ampla, podendo ser usada para modificar o formato dental e restaurar dentes fraturados ou lesionados por uma cárie.

O material possui uma aparência bastante natural, já que sua cor, sua textura e seu brilho se parecem bastante com o dente original do paciente.

A resina liga-se ao dente através de uma união micromecânica, ou seja, liga-se inicialmente a um sistema adesivo, que, por sua vez, encontra-se ligado diretamente aos tecidos mineralizados do órgão dentário.

Por essa razão, o material é extremamente biocompatível, o que o faz ser utilizado em larga escala nos consultórios odontológicos.

Fora isso, sua alta utilização se deve ao fato de possuir alta resistência à umidade do esmalte, se destacando entre os outros materiais restauradores.

Porcelana

A coloração da porcelana também é muito semelhante à do dente dos pacientes. Entretanto, quando comparada à resina, o material possui menos resistência e firmeza.

Por isso, materiais restauradores de porcelana são menos utilizados, pois podem trincar ou quebrar com mais facilidade. Mas, apesar de sua rigidez não ser tão notória, sua resistência de união ao esmalte é muito boa.

Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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