Pérolas de Epstein não apresentam riscos para o bebê

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Pérolas de Epstein surgem na cavidade bucal dos recém-nascidos, sendo bastante comuns

A odontopediatria é uma especialização que trata da saúde bucal de crianças. Ela age desde o nascimento até a adolescência. Seu intuito é identificar qualquer anormalidade que surge, como as pérolas de Epstein, que abordaremos neste artigo, e ensinar como deve ser feita a higienização bucal.

Muitos pais de primeira viagem se assustam ao ver as pérolas de Epstein na boca de seus filhos, acreditando ser alguma ferida ou inflamação. Mas fiquem tranquilos! Não há com o que se preocupar.

Pérolas de Epstein são conhecidas como cistos gengivais do recém-nascido, já que são bastante comuns neles. Seu tamanho varia de um a três milímetros, tem coloração branca ou amarelada e aparecem na gengiva, no céu da boca e na língua. É importante ressaltar que os nódulos são inofensivos.

Os cistos podem ser confundidos com pequenos dentes que estão tentando romper o tecido gengival, pela tonalidade e por serem consistentes.

No entanto, a pérola de Epstein é resultado do bloqueio das glândulas da mucosa, que ainda não estão amadurecidas.

Da mesma maneira que surgem repentinamente, desaparecem. Não é necessário intervir medicinalmente. Elas somem dentro de duas semanas. Mas há casos que duram um pouco mais, como um ou dois meses.

Pérolas de Esptein ou Nódulos de Bohn?

Além das pérolas de Espstein serem confundidas com o surgimento de dentes, elas também são confundidas constantemente com os nódulos de Bohn.

Isso acontece porque seus sintomas são praticamente os mesmos: bolinhas brancas ou amareladas na cavidade oral de recém-nascidos. Até mesmo a composição é idêntica.

Ambas são formadas por células epiteliais, membranas mucosas e acúmulo de queratina. Entretanto, o que muda o local em que se concentram.

Enquanto as pérolas se manifestam com cisto no palato do bebê, na gengiva e na língua, os nódulos concentram-se somente no tecido gengival.

O aparecimento dos nódulos de Bohn significa que os primeiros dentes da criança, os de leite, estão em processo de formação.

Diagnóstico das Pérolas de Epstein

O odontopediatra realizará um exame clínico. Dessa forma, irá descartar os problemas que são mais recorrentes em adultos, como as aftas ou doenças virais ou fúngicas.

Passando o dedo sobre a ferida e percebendo que o bebê não manifesta reação, perceberá que a bolinha não causa dor. Assim, identificará que trata-se de um cisto de inclusão.

Tratamento das Pérolas

Como dissemos, elas normalmente somem sozinhas após um período, não sendo necessário tratá-las, pois são benignas.

Mas há um modo de estimular seu desaparecimento, durante a amamentação ou quando a criança bebe água no copo apropriado, que tem bico de silicone.  Essas duas atividades resultam em um atrito que dissolve o cisto mais rapidamente.

Cuidados com a higiene bucal do bebê

A limpeza da cavidade bucal do bebê deve ser iniciada antes mesmo do nascimento do primeiro dente. É recomendado efetuar o procedimento com uma gaze ou paninho umedecido com água.

A partir da erupção do primeiro dente, é possível começar a escovação com as dedeiras próprias para isso. Elas possuem uma ponta de silicone com cerdas bem macias.

Quando a criança completar dois anos, pode ser introduzido o fio dental em sua rotina. Ele é importante porque alcança os lugares mais escondidos.

Resumidamente, as pérolas de Epstein não possuem nenhum risco para a saúde bucal do bebê. Elas somem naturalmente depois de um tempo. Mas salientamos que o dentista deve ser contatado para garantir que não exista nenhuma outra disfunção na boca do pequeno.

Valdir de Oliveira

Valdir de Oliveira

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela Universidade de Santo Amaro (UNISA). Pós-graduado em Ortodontia e Ortopedia dos Maxilares pela Sboom. Com especialização e mestrado em Implantodontia, habilitação em Harmonização Orofacial e Anatomia da Face. Professor nas áreas de Cirurgia Bucomaxilo Facial e Harmonização Orofacial. Voluntário há mais de 20 anos na Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais - ADRA Brasil.

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