CLÍNICAS

PAIR é risco para dentistas em consultórios odontológicos

PAIR é risco para dentistas em consultórios odontológicos

Doença auditiva pode afetar profissionais da odontologia

A rotina em um consultório odontológico pode ser estressante e exaustiva. Ainda, o profissional pode estar submetido ao desenvolvimento de doenças que afetam sua própria saúde, como a PAIR.

Descubra as características da PAIR e como ela coloca em risco a audição dos cirurgiões-dentistas.

PAIR é a sigla utilizada para designar uma doença chamada perda auditiva ocupacional, que pode acometer diversos tipos de profissionais, inclusive os dentistas.

Causas e características da PAIR

A principal causa da perda auditiva ocupacional é a exposição recorrente à ruídos intensos. Esses ruídos circulam entre as frequências de 3.000 a 6.000Hz.

Essas frequências provocam uma pressão sonora que acaba por causar alteração neurossensoriais na pessoa afetada.

Dessa maneira, a perda auditiva induzida por ruídos acontece de forma progressiva. Além de sua progressividade, outra característica da PAIR é sua irreversibilidade.

Em geral, o problema pode chegar a se desenvolver por 10 a 15 anos sem que a pessoa ocupada se dê conta. Isso porque é comum que o paciente se adapte à novas condições sem perceber que está perdendo sua audição aos poucos.

Por isso, é importante a realização de exames audiométricos, além da tomada de algumas medidas preventivas.

Sintomas da PAIR

Além da perda gradativa de audição, a doença também se manifesta na forma de outros sintomas prejudiciais à saúde.

Esses sintomas podem ser neurológicos, como irritabilidade, ansiedade, depressão, dificuldades de concentração e distúrbios do sono.

Ainda, pode acontecer de o paciente desenvolver até mesmo transtornos cardiovasculares e outras doenças como a hipertensão.

Perigos da PAIR para dentistas

A perda auditiva induzida por ruído odontológico é um grande perigo para os profissionais que trabalham com a odontologia.

Isso porque no consultório odontológico, local de trabalho do dentista, o médico dentista está frequentemente exposto a ruídos prejudiciais.

Alguns dos ruídos em consultórios odontológicos mais comuns são causados por equipamentos como:

Em geral, o profissional é exposto a esses ruídos de forma contínua.

Além disso, ele é obrigado a conviver com outros ruídos ambientais, o que pode agravar ainda mais o desenvolvimento da doença.

Alguns exemplos de ruídos ambientais são os barulhos produzidos por aparelhos televisores, rádios, ou até mesmo por carros em momento de trânsito, por exemplo.

Prevenção à PAIR

Existem algumas boas técnicas que podem ajudar os profissionais da odontologia a se prevenir desse problema irreversível.

A primeira dica é evitar utilizar dois equipamentos que produzam barulho ao mesmo tempo, impedindo o aumento da frequência sonora que chegará aos ouvidos.

O profissional deve ficar atento ao comprar os seus equipamentos, indo em busca daqueles que produzam menos ruídos.

Além disso, é indicado que o médico dentista isole os equipamentos ruidosos sempre que possível.

Os protetores de ouvido são um dos Equipamentos de Proteção Individual que podem ter muita utilidade para quem busca impedir o desenvolvimento do problema.

Por fim, o cirurgião dentista deve realizar exames audiométricos de 6 em 6 meses para verificar a existência de algum problema auditivo como a PAIR.

ACESSO RÁPIDO
    Rodrigo Venticinque
    Rodrigo Venticinque é graduado pela Universidade de Santo Amaro (UNISA) e especialista em Prótese e Reabilitação Oral Integrativa, Biofísica Quântica, Biorressonância Aplicada e Ortomolecular. Possui pós-graduação em Estética Dental e Reabilitação Oral, com certificação em Remoção Segura da Amálgama e Odontologia Biológica pela Academia Internacional de Medicina Oral e Toxicologia. Também é professor de pós-graduação em Biofísica e Ortobiomolecular da QuantumBio e atua nas áreas de Ozonioterapia, Odontologia Sistêmica, Sedação Consciente com Óxido Nitroso e Hipnose. Além disso, Rodrigo possui registro no Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CRO-SP) nº 52860 e é diretor da Clínica Venticinque Odontologia Biológica e Integrativa, que fica na Rua dos Chanés, 505 - Moema, São Paulo - SP.

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