Instrumentação rotatória é segura, rápida e eficaz

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Uma técnica mais completa e moderna, trouxe grandes avanços e melhorias na odontologia

Existe uma gama de equipamentos e instrumentais usados pelos dentistas durante os tratamentos. A instrumentação rotatória, por exemplo, é usada em procedimentos envolvendo o canal radicular.

Neste artigo vamos explicar os usos e detalhes da instrumentação rotatória. Vamos começar?

A instrumentação rotatória é utilizada principalmente durante a limpeza e na modelagem do sistema dos canais radiculares. É uma técnica muito ágil e benéfica nesse tipo tratamento.

Para quê serve a instrumentação rotatória?

Antigamente, a instrumentação dos canais radiculares era feita pela técnica seriada ou convencional.

Utilizava-se instrumentos de aço inoxidável, numa ordem crescente de aumento de seus diâmetros e mantendo o mesmo comprimento de trabalho.

Isso resultava em um número maior de acidentes, como degraus, zip e perfurações. Principalmente em canais curvos e atresiados.

As técnicas de endodontia rotatória vieram então para solucionar esses problemas, proporcionando mais conforto aos pacientes e perfeição no trabalho do dentista.

Instrumentação Manual X Instrumentação Rotatória

No momento da escolha das técnicas, algumas questões devem ser levadas em consideração, mas principalmente a eficiência de cada uma delas durante os procedimentos.

A instrumentação manual, apesar de muito utilizada para essa finalidade, apresenta limitações no que se refere à limpeza dos canais radiculares.

Já os instrumentos de biomecânica rotária, após anos de estudos e aprimoramentos nos itens antigos, têm entre suas vantagens:

  • Um menor tempo no preparo do canais radiculares;
  • Possibilidade de acompanhar facilmente a curvatura do canal;
  • Manter sua forma original, com menor extrusão de material excisado via apical.

Um dos únicos casos em que essa técnica não é a mais recomendada, é em canais achatados. Pois pode haver um prejuízo na modelagem das paredes dos condutos nas áreas polares.

Isso ocorre porque esses instrumentos atuam por alargamento, ou seja, giram em torno do mesmo eixo, fazendo
um desgaste de forma circular nas paredes dos canais radiculares achatados.

Guia de Utilização da Instrumentação

Os aparelhos que são utilizados durante esse processo, podem ser de dois tipos:

  1. Instrumentação eletromecânica, onde se acionam as limas. Possuem esse nome uma vez que a eletricidade vai proporcionar a ação mecânica dos instrumentos.
  2. De ar comprimido são entendidas como técnicas instrumentação pneumomecânica.

Além disso, é aconselhável que, antes de executar qualquer técnica rotatória, o profissional da odontologia observe no exame radiográfico do dente a ser tratado, as seguintes características:

  • Diâmetro anatômico do canal radicular;
  • Angulação da raiz;
  • Direcionamento da curvatura.

Todo cuidado durante esse tratamento é poco, pois envolve processos delicados que, quando não realizados corretamente, trazem desconforto ao paciente.

O curso de Instrumentação Rotatória

Para os profissionais que não se sentem completamente seguros com o procedimento ou os que desejam se aperfeiçoar ainda mais, existe então um curso. Os objetivos são:

  1. Capacitação e aprimoramento científico/técnico em instrumentação rotatória e reciprocante;
  2. Avaliar os reais fatores do sucesso ou insucesso do tratamento endodôntico;
  3. Conhecer as vantagens e o uso da instrumentação mecânica-rotatória;
  4. Desenvolver a pratica laboratorial dos processos.

Os cursos de instrumentação rotatória são, normalmente, ministrados por professores de universidades, com uma carga horário pouco extensa. Como público alvo têm alunos de graduação e profissionais em aprimoramento.

Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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