Hiperplasia fibrosa inflamatória é uma lesão frequente em idosos

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A anomalia está relacionada principalmente ao uso inadequado de próteses dentárias

É normal que o dentista descubra algum problema na cavidade oral do paciente durante uma consulta de rotina. Entre as anomalias encontradas, podemos citar a hiperplasia fibrosa inflamatória.

Apesar de ser causada por fatores diversos, geralmente a hiperplasia fibrosa inflamatória está relacionado ao uso de próteses mal adaptadas ou inadequadas. Por isso, é comum surgir em idosos.

Hiperplasia fibrosa inflamatória consiste em uma lesão fibrosa de desenvolvimento desencadeada por um processo inflamatório.

Hiperplasia fibrosa inflamatória e próteses dentárias

É comum que as hiperplasias fibrosas surjam a partir próteses dentárias utilizadas incorretamente. O mecanismo, quando mal colocado, exerce pressão constante na mucosa bucal, causando traumas e lesões.

Assim, as próteses dentárias podem induzir o desenvolvimento da hiperplasia na boca do paciente. Além disso, arestas de dentes cortantes, diastemas e má higiene bucal também podem impulsionar o problema.

Sintomas da hiperplasia fibrosa inflamatória

O principal sintoma da anomalia envolve o crescimento desgovernado das células epiteliais da camada espinhosa de nossa cavidade bucal.

Dessa forma, pode ser que essa expansão leve ao surgimento de múltiplas projeções papilares na superfície dessa região.

Tratamento para hiperplasia fibrosa inflamatória

Uma vez que o principal causador desse tipo de hiperplasia é o uso inadequado de próteses dentárias, o primeiro passo a ser tomado para tratá-la é a suspensão do uso desse instrumento, diminuindo a lesão bucal.

Em seguida, o dentista deve realizar uma intervenção cirúrgica para remover parte do tecido que foi danificada.

Por fim, uma nova próteses deve ser confeccionada. Caso o paciente continue utilizando o modelo antigo, pode ser que a lesão volte a aparecer.

Outros tipos comuns de hiperplasia

Hiperplasia é definida como o aumento anormal do número de células de um órgão ou tecido. A anomalia ainda pode ser patológica ou fisiológica.

Quando ela se caracteriza como patológica, o fator causador geralmente é algum agente em excesso em nosso organismo.

Já quando a sua origem é fisiológica, ela surge a partir da tentativa das células envolvidas em atender alguma necessidade de nosso organismo.

Além da hiperplasia de fibras do tecido conjuntivo, ainda existem algumas variações da doença que podem se apresentar em nossa cavidade bucal. Vamos entender um pouquinho melhor sobre as principais delas:

  • Hiperplasia papilar: essa disfunção atinge o nosso palato duro. Ela acaba ficando bastante evidente, uma vez que essa estrutura é um dos principais componentes do céu da boca. Assim como a hiperplasia fibrosa, essa doença está diretamente ligada ao uso recorrente de dentaduras. A má higienização do acessório e até mesmo a má adaptação podem ser considerados fatores desencadeadores do problema.
  • Hiperplasia gengival: essa é a hiperplasia mais recorrente na odontologia. Hiperplasia gengival consiste no crescimento exagerado das gengivas, chegando a cobrir a coroa dentária nos dentes inferiores ou superiores. Em pacientes epiléticos, essa condição costuma ser bastante comum, principalmente em crianças. Em relação ao restante da população, ela pode afetar qualquer, não possuindo predileção por sexo ou idade. A hiperplasia da gengiva pode agir em grande ou pequena escala. Nos casos mais graves, provoca dor e desconforto para o paciente, além de interferir na fala e na mastigação. Geralmente a doença é causada por alguma infecção bacteriana, reação medicamentosa ou algum trauma, assim como a hiperplasia fibrosa inflamatória.
Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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