Hiperplasia condilar causa crescimento anormal da face

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Alteração no côndilo da mandíbula acarreta crescimento anormal da face

Como é um sistema único, disfunções que afetam os ossos da face colocam em risco também a saúde bucal. A hiperplasia condilar é um exemplo.

Conheça mais sobre a hiperplasia condilar, condição que tende a se manifestar a partir dos 20 anos de idade e provoca alterações na face.

Hiperplasia condilar é uma disfunção da articulação temporomandibular que acarreta o aumento do côndilo mandibular.

O que é côndilo mandibular?

Côndilo mandibular é a extremidade do osso da mandíbula. Essa região está diretamente ligada com o bom funcionamento da articulação temporomandibular.

A articulação temporomandibular, por sua vez, é responsável por ligar o osso maxilar ao osso temporal do crânio. Esse osso está localizado à frente das orelhas, nas laterais da cabeça.

Dessa maneira, a articulação é extremamente flexível, além de ser encarregada de realizar todos os movimentos da mandíbula, sejam esses para frente, para trás e para os lados.

Por isso, as disfunções que causam alterações no côndilo mandibular também são consideradas como disfunções da articulação temporomandibular (DTM).

Características da hiperplasia condilar

O fator causador dessa condição ainda é desconhecido. Contudo, acredita-se que esse desenvolvimento descomunal pode estar associado a fatores genéticos, traumáticos ou hormonais.

Quandros inflamatórios ou de hipervascularização também podem estar relacionados com essa ocorrência.

Essa condição acarreta o crescimento excessivo do côndilo da mandíbula de forma unilateral, gerando assimetria facial e problemas para a oclusão dos dentes.

Entre outras consequências negativas da disfunção, podemos citar:

  • Deformidade vertical do esqueleto facial;
  • Diferença entre as linhas médias dental e facial;
  • Inclinação da borda inferior da mandíbula;
  • Mordida aberta posterior unilateral.

Além disso, essa condição pode ser classificada tanto em função da sua etiologia, quanto em função da forma como afeta o paciente. Quando falamos em etiologia, temos:

  • A hiperplasia condilar adquirida provoca dor e limitação dos movimentos mandibulares e pode acarretar alterações na função mandibular;
  •  A hiperplasia condilar de desenvolvimento não provoca dores ou limitação dos movimentos mandibulares, mas sim alterações na função mandibular.

Quanto ao sítio afetado, temos:

  • O alongamento hemimandibular, que consiste no alongamento côndilo de forma vertical ou horizontal;
  • A hiperplasia hemimandibular, caracterizada por ser um aumento tridimensional de um dos lados da mandíbula;
  • A forma híbrida da condição, que pode acarretar as mais diferentes alterações no côndilo mandibular, como o aumento de sua massa óssea.

Diagnóstico e tratamento da hiperplasia condilar

Para diagnosticas o problema é preciso que o profissional realize uma anamnese e avaliação da história odontológica e médica prévia.

Além disso, são necessários exames clínicos e análise dos  exames complementares. Como exemplo de exames complementares estão a tomografia computadorizada e a cintilografia óssea

Posteriormente, o tratamento da condição é possível através da realização de procedimento cirúrgico. Desse modo, a operação consiste na remoção completa do centro de crescimento em atividade.

O que é hipoplasia condilar?

Outra disfunção que pode afetar a região do côndilo da mandíbula é a hipoplasia condilar.

Dessa vez, o problema consiste no encurtamento do côndilo da mandíbula, podendo ser provocado por trauma, infecção ou irradiação.

O tratamento junto à um profissional da odontologia é extremamente importante, tanto em casos de hipoplasia, quanto em casos de hiperplasia condilar. Isso porque, caso não ocorra tratamento adequado, a disfunção na região tende a não ser interrompida, causando ainda mais dificuldades ao paciente e colocando em risco sua qualidade de vida.

Rodrigo Venticinque

Rodrigo Venticinque

Graduado pela Universidade de Santo Amaro (UNISA) e especialista em Prótese e Reabilitação Oral Integrativa, Biofísica Quântica, Biorressonância Aplicada e Ortomolecular. Pós-graduado em Estética Dental e Reabilitação Oral, com certificação em Remoção Segura da Amálgama e Odontologia Biológica pela Academia Internacional de Medicina Oral e Toxicologia. Professor da pós-graduação em Biofísica e Ortobiomolecular da QuantumBio. Também atua nas áreas de Ozonioterapia, Odontologia Sistêmica, Sedação Consciente com Óxido Nitroso e Hipnose. Diretor da clínica Venticinque Odontologia.

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