Abscesso periodontal se manifesta de três maneiras diferentes

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A anomalia pode provocar fortes dores na região afetada

Um abscesso periodontal é uma das principais causas que levam os pacientes a buscar ajuda em consultórios odontológicos.

Essa lesão, além de bastante recorrente, ainda possui subdivisões. Dependendo da origem e da localização do abscesso periodontal, ele pode ser classificado em pericoronário, gengival e periodontal.

O abscesso periodontal ocorre quando alguma infecção bacteriana promove o acúmulo de pus na região das gengivas e da raiz do dente.

Especialistas ainda apontam que o surgimento da lesão está diretamente relacionado à má higiene bucal, acompanhada de uma dieta rica em alimentos açucarados.

Classificação dos abscessos periodontais

Como já foi dito, essa lesão pode se manifestar de 3 maneiras. Para classificá-las, é necessário observar a sua etiologia e também a região em que atuam. Então, vamos conhecer cada uma delas:

  1. Abscessos gengivais: o abscesso na gengiva normalmente agridem a margem gengival. Essa anomalia costuma se alocar na região da papila interdental;
  2. Abscesso periodontal: como o próprio nome diz, localizam-se principalmente nos tecidos periodontais. O trauma pode ser crônico ou agudo. Eles são desencadeados pelo acúmulo de placa bacteriana em bolsas periodontais extremamente profundas;
  3. Abscessos pericoronários: afetam majoritariamente os tecidos que envolvem a coroa dental de um dente parcialmente erupcionado.

Outra classificação aceita pelos estudiosos é baseada no critério etiológico dessas lesões. Assim, elas são organizadas de acordo com a causa do processo infeccioso agudo que as desencadeou:

  • Abscessos relacionados à periodontite: quando a infecção se origina a partir do acúmulo de placa bacteriana presente em bolsas periodontais profundas;
  • Abscessos não relacionados à periodontite: quando a origem infecciosa é outra. Motivo bastante recorrente é a impactação de corpos estranhos e de alterações agressivas na integridade da raiz dental.

É importante ressaltar que em pacientes que sofrem de periodontite, esse tipo de abscesso dentário representa um período ativo de colapso do tecido periodontal, que resulta na migração da infecção para uma região onde o tecido ainda está intacto.

Diagnóstico e principais sintomas do abscesso

Esse processo infeccioso geralmente apresenta alguns sinais clínicos bastante notáveis. Vamos a eles:

  • Fortes dores na região afetada;
  • Lesões na raiz acometida;
  • Supuração;
  • Tumefação;
  • Hipersensibilidade;
  • Perda da vitalidade pulpar;
  • Purulência;
  • Mobilidade reduzida.

Assim, o diagnóstico pode ser realizado com base na avaliação e na interpretação criteriosa desses sintomas. Uma radiografia, por exemplo, pode ser realizada para que o profissional possa dar o seu veredito.

Como é o tratamento do abscesso?

O tratamento é efetuado em duas fases. Primeiramente, o dentista deverá realizar o controle da lesão aguda. Em seguida, com a situação estabilizada, a abordagem do profissional consiste em tratar diretamente a lesão original.

O primeiro passo é controlar a dor proveniente da lesão. A partir disso, é possível drenar o abscesso através da bolsa e, posteriormente, executar a raspagem subgengival, uma vez que o processo já esteja cronificado.

No pós-operatório, pode ser considerada a utilização de alguns analgésicos e antibióticos. O mais indicado é a amoxicilina 500 mg, ingerida de 8 em 8 horas, durante 3 a 5 dias.

Porém, essa é apenas uma recomendação comum do pós-operatório para remoção do abscesso periodontal. O ideal é conversar com o seu profissional de confiança antes de utilizar qualquer tipo de medicação.

Valdir de Oliveira

Valdir de Oliveira

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela Universidade de Santo Amaro (UNISA). Pós-graduado em Ortodontia e Ortopedia dos Maxilares pela Sboom. Com especialização e mestrado em Implantodontia, habilitação em Harmonização Orofacial e Anatomia da Face. Professor nas áreas de Cirurgia Bucomaxilo Facial e Harmonização Orofacial. Voluntário há mais de 20 anos na Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais - ADRA Brasil.

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