Teste de microdureza pode ser utilizado em prol da odontologia

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Entenda como é realizado o teste de microdureza na odontologia

Você já ouviu o termo teste de microdureza? Trata-se de uma expressão altamente utilizada na indústria em geral. Entretanto, a técnica também pode ser implementada no cenário da odontologia.

Mas antes de compreender como o teste de microdureza é utilizado na odontologia, o ideal é saber qual a definição do termo de maneira geral.

Teste de microdureza é definido como as etapas do processo de inspeção realizado em peças e equipamentos, para atender as especificações e medidas de determinado projeto com maior eficiência.

A modalidade consiste em apertar um penetrador de geometria e propriedades mecânicas conhecidas sobre o material selecionado para a realização dos testes.

A rigidez do material é quantificada utilizando uma variedade de escalas que, direta ou indiretamente indicam a pressão de contato envolvida em deformar a superfície de teste.

Uma vez que o penetrador é pressionado para dentro do material durante o teste, a rigidez também é vista como a capacidade de um material para resistir a cargas de compressão.

Como o teste de microdureza pode ser aplicado à odontologia?

Em resumo, o teste de microdureza tem como principal objetivo determinar a resistência de algum material que será utilizado para uma função específica, previamente definida.

Traduzindo, a avaliação de microdureza pode ser utilizada em metais, para definir se estes estão aptos a serem utilizados em uma construção de forma segura, por exemplo.

Assim, na odontologia não é diferente. Muitas vezes o ensaio de dureza pode ser utilizado em materiais restauradores ou até mesmo partes de um aparelho ortodôntico.

Desse modo, o objetivo é garantir que estes podem ser utilizados em tratamentos sem proporcionar nenhum risco ao paciente.

Para isso, os materiais em questão passam por diversos procedimentos que simulam situações do cotidiano. Por exemplo, uma escovação com pressão exagerada, e até mesmo impactos mais agressivos no órgão dental.

Principais materiais restauradores

Agora você irá conhecer os principais materiais que passam por testes de microdureza na odontologia, sendo eles:

Amálgama

Amálgama é a denominação dada a liga metálica que possui como elemento base o mercúrio. Esse item é muito importante na odontologia devido a suas propriedades.

Entretanto, ultimamente, sua capacidade está sendo bastante questionada, justamente por conta do seu principal componente, o mercúrio.

Algumas pessoas duvidam se, de fato, sua aplicação em nossa boca não traz malefícios. Além de ser um componente bastante polêmico, ele pode ser tóxico ao meio ambiente se descartado de maneira incorreta.

Dentre as principais propriedades do amálgama, responsáveis pelo material dentário ser selecionado para a realização de restaurações, podemos citar:

  • Alta plasticidade;
  • Possibilidade de alteração dimensional;
  • Resistência;
  • Baixa toxicidade (apesar de conter mercúrio, o elemento é encontrado em baixíssima concentração, podendo ser suportado por nosso organismo).

Ainda é interessante ressaltar que o amálgama possui uma coloração bastante notável. Em virtude disso, muitos pacientes preferem que ele seja utilizado apenas nos dentes traseiros, não ficando tão visíveis.

Resina

A resina composta foi desenvolvida em meados da década de 50, e até hoje já sofreu diversas transformações com o intuito de melhorar as suas propriedades.

Sua aplicação é bem ampla, podendo ser usada para modificar o formato dental e restaurar dentes fraturados ou lesionados por uma cárie.

O material possui uma aparência bastante natural sendo semelhante em cor, textura e brilho com o dente original do paciente.

A resina liga-se ao dente através de uma união micromecânica. Ou seja, liga-se inicialmente a um sistema adesivo, que por sua vez, encontra-se ligado diretamente aos tecidos mineralizados do órgão dentário.

Assim, podemos dizer que o material é extremamente biocompatível e por isso é utilizado em larga escala nos consultórios odontológicos.

Porcelana

A coloração da porcelana também é muito semelhante a do dente dos pacientes. Entretanto, quando comparada à resina, o material possui menos resistência e firmeza.

Essas propriedades podem ser constatadas através do teste de microdureza. Portanto, materiais restauradores de porcelana acabam sendo menos utilizados, uma vez que podem trincar ou quebrar com mais facilidade.

Silmara Alves Rozo Ducatti

Silmara Alves Rozo Ducatti

Cirurgiã-dentista graduada pela Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE) e especialista em Ortodontia pelo Sindicato dos Odontologistas de Mato Grosso do Sul (SIOMS).

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