Doenças raras na odontologia: quais são e como tratar?

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Apoio e conhecimento da parte do profissional são essenciais neste tipo de atendimento

Em diversas ocasiões, o aparecimento de doenças raras no filho pode ser um choque grande para os pais. Assim, é fundamental que o profissional saiba lidar com tal situação e preste atendimento adequado ao seu paciente.

Isso porque, caso o paciente apresente necessidades especiais, por ser um portador de doenças raras ou não, todos que passam pela sua vida exercem um papel importantíssimo, inclusive o profissional da saúde.

Doenças raras apresentam uma ampla diversidade de sintomas e sinais bastante variantes. Muitas vezes, não só de patologia para patologia, mas de pessoa para pessoa. Por isso, o tratamento vai muito além do clínico.

Com isso, o profissional da odontologia encarregado pode realizar um tratamento humanizado para trazer um maior conforto ao seu paciente.

Mas antes de qualquer coisa, o ideal é compreendermos um pouquinho mais sobre as anomalias mais raras existentes na odontologia e suas especificidades. Acompanhe!

Doenças raras e odontologia

Uma série de síndromes raras podem manifestar seus sintomas de maneira isolada. Entretanto, estudos apontam que algumas delas manifestam sinais notáveis na cavidade oral dos pacientes.

Geralmente, o tratamento desses casos é feito em conjunto com vários profissionais da saúde, não envolvendo apenas processos físicos e químicos, mas também psicológicos. É a conhecida interdisciplinaridade.

Assim, é imprescindível que o cirurgião-dentista tenha conhecimento sobre tal e elabore um diagnóstico mais preciso o possível em conjunto com os seus colegas de profissão.

Dessa forma, é possível atender o paciente com eficácia, além de proporcionar a realização de procedimentos mais tranquilos e menos agressivos.

Agora que você já compreendeu um pouco mais sobre as disfunções raras de uma maneira geral, está na hora de compreender sobre elas de maneira mais específica.

Síndrome de Guillain Barré

Essa doença é considerada um distúrbio autoimune. Ou seja, o sistema imunológico do próprio corpo ataca parte do sistema nervoso.

Ela se manifesta normalmente por um processo infeccioso anterior e apresenta fraqueza muscular, com reflexos reduzidos ou ainda ausência de reflexos. Geralmente, seus picos aparecem em pacientes entre 20 e 40 anos.

Principais sintomas

Na maioria dos pacientes, o primeiro sintoma que aparecem é uma sensação de dormência ou queimação nas extremidades e membros inferiores, ou seja, pés e pernas e, em seguida, superiores, mãos e braços.

No geral, é possível observar:

  • Dor neuropática lombar
  • Dor nas pernas
  • Fraqueza progressiva
  • Fraqueza muscular ascendente
  • Sonolência
  • Confusão mental
  • Coma
  • Crise epiléptica
  • Alteração do nível de consciência
  • Perda da coordenação muscular
  • Visão dupla
  • Tremores
  • Redução ou perda do tono muscular
  • Dormência, queimação ou coceira nos membros.

Em casos mais graves, a síndrome pode ainda apresentar quadros de paralisia total dos quatro membros do paciente.

Síndrome do incisivo lateral solitário

Síndrome do incisivo central solitário é uma doença rara odontológica, caracterizada por falhas no processo normal de desenvolvimento de estruturas.

Esses defeitos ocorrem entre o trigésimo quinto e trigésimo oitavo dias no útero.

Como a síndrome do incisivo central solitário se manifesta?

Uma vez que as falhas acontecem, ocorre um envolvimento das estruturas da linha média da cabeça do paciente, resultando em alterações:

  • Dos ossos cranianos, caso clínico conhecido como microcefalia;
  • Das cavidades orbitais, chamado de hipotelorismo;
  • Dos dentes, com a presença de apenas um incisivo central superior na linha média da maxila;
  • Ao nível da nasofaringe, causando uma estenose médio-nasal, atresia da abertura nasal posterior ou estenose congênita da abertura piriforme;
  • Em alguns casos, acaba afetando também o cérebro, ocasionando uma holoprosencefalia.

Dessa forma, em cerca de metade dos casos, os pacientes apresentam baixa estatura.

Isso é resultado de uma deficiência isolada nos hormônios do crescimento, ou até mesmo de um hipopituitarismo, podendo ser necessária a terapia hormonal.

Síndrome de Rett

Síndrome de Rett é uma alteração neurológica provocada por uma disfunção genética. Dentre as principais características da doenças estão:

  • Alterações progressivas nas funções motoras;
  • Alterações nas funções intelectuais;
  • Distúrbios de comportamento.

Estudiosos apontam que ela é extremamente grave e rara. Apesar disso, algumas mulheres portadoras da mutação sobrevivem até setenta anos, quando submetidas aos cuidados médicos adequados.

Como a Síndrome de Rett se manifesta?

Crianças portadoras da síndrome de Rett se desenvolvem normalmente nos primeiros meses de vida. Entretanto, é comum que surjam alguns sintomas durante o sétimo mês de vida.

Os sinais estão ligados principalmente à problemas no desenvolvimento e dificuldades com movimentos, coordenação e comunicação. Isso acaba gerando uma regressão dos ganhos psicomotores.

Assim, a criança passa a se isolar, deixa de responder e brincar. O crescimento craniano, até então normal, também apresenta clara tendência para o desenvolvimento mais lento, ocorrendo microcefalia adquirida.

Com isso, o afetado pode apresentar problemas de desenvolvimento em outras partes da cabeça, como por exemplo a cavidade oral, apresentando anomalias oclusais.

Ainda, com o passar dos anos, muitos perdem a capacidade de usar as mãos, andar e de comunicar-se com outras pessoas.

Durante muito tempo a Síndrome de Rett foi diagnosticada de maneira equivocada como autismo, paralisia cerebral ou, até mesmo, como um problema de desenvolvimento sem maior conhecimento.

Com o passar dos anos e o avanço da tecnologia, novas informações sobre a doença surgiram. E apesar de ainda não apresentar uma cura, formas alternativas de tratamento vêm sendo estudadas e se mostrando muito eficazes.

É importante entendermos que as doenças raras precisam ter um olhar mais atenciosos por parte dos profissionais. Assim, os pacientes com estes distúrbios podem ter uma boa qualidade de vida.

Valdir de Oliveira

Valdir de Oliveira

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela Universidade de Santo Amaro (UNISA). Pós-graduado em Ortodontia e Ortopedia dos Maxilares pela Sboom. Com especialização e mestrado em Implantodontia, habilitação em Harmonização Orofacial e Anatomia da Face. Professor nas áreas de Cirurgia Bucomaxilo Facial e Harmonização Orofacial. Voluntário há mais de 20 anos na Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais - ADRA Brasil.

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