Como o alzheimer impacta a saúde bucal dos pacientes

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A doença pode estar relacionada com doenças na gengiva e pode atrapalhar os cuidados bucais

Todos os dias, ao acordar, você escova os dentes. Então, você repete a limpeza após o almoço e antes de dormir, certo? Tudo de maneira automática! Quando um paciente é diagnosticado com alzheimer, até mesmo atos rotineiros podem se tornar complicados.

Nesse artigo, vamos conversar mais sobre o alzheimer e suas consequências à saúde bucal. Também vamos compartilhar qual a melhor forma de cuidar dos pacientes nesse quadro.

O Alzheimer é uma doença neuro-degenerativa que provoca o declínio das funções cognitivas. Ou seja, ela reduz as capacidades de trabalho e relação social e, ao longo do tempo, interfere no comportamento e na personalidade do paciente.

A primeira função perdida são as memórias de curto prazo. É uma doença associada a terceira idade, já que costuma aparecer nos pacientes após os cinquenta e cinco anos.

Não há cura, mas há tratamentos e o paciente pode atrasar os efeitos mais agressivos da doença com acompanhamento adequado.

Como o Alzheimer afeta a saúde bucal?

A saúde bucal de pacientes com alzheimer está comprometida quando o paciente passa a esquecer coisas básicas da sua rotina.

Ao não saber se escovou ou não os dentes, por exemplo, o paciente pode não escovar com a frequência devida ou escovar mais vezes do que o recomendado.

Os dois casos são um problema porque ambos causam problemas bucais graves. A má higiene causa cáries, gengivite e dentes amarelados, por exemplo, enquanto o excesso de higiene pode enfraquecer os dentes e causar retração gengival.

Outros fatores podem surgir durante o tratamento. A maioria dos pacientes que tratam o alzheimer sofrem com a boca seca – resultado dos medicamentos usados.

Isso aumenta as chances de problemas bucais como acelerar a deposição de placas bacterianas e aumentar o risco de cárie, gengivite e infecções.

Para pacientes com próteses móveis, a boca seca também prejudica a mastigação e a fala. Em alguns casos, também, os medicamentos podem causam movimentos involuntários na boca.

Por isso, os pacientes devem ter um acompanhamento constante com um cirurgião-dentista.

Como lidar com as consequências do Alzheimer

Existem duas fases da alzheimer: no primeiro, o paciente ainda pode cuidar de sua higiene bucal e, no segundo, ele precisa de cuidados. Ambas as fases possuem dicas para facilitar o cuidado com a saúde bucal.

Dicas para o paciente

A melhor forma de manter suas atividades diárias é facilitar seu caminho até lá. Se é difícil lembrar qual atividade você realizou nas últimas horas, mantenha essas atividades principais monitoradas.

Você pode fazer isso pelo celular, em quadros de atividades espalhados pela casa… Da maneira que for mais prática para você!

Outro ponto importante é manter uma ordem nas suas atividades. Então você saberá que, se está realizando a atividade atual, é porque já realizou todas as anteriores.

Não tenha medo de pedir ajuda! Está tudo bem precisar de apoio para manter sua rotina.

Dicas para os cuidadores

Cuidar do outro é uma tarefa difícil, porque queremos sempre dar o nosso melhor. Para isso, vale a mesma dica anterior: mantenha um controle das atividades.

Faça uma rotina no papel, marque todas as consultas agendadas, os eventos importantes e aquilo que não pode ser deixado de lado no dia-a-dia.

É nessa última categoria que a saúde bucal entra. Apesar da dificuldade, não desista de realizar a higiene bucal do paciente com alzheimer, pelo menos, duas vezes ao dia.

Quanto mais difícil se tornar a limpeza em casa, mais frequente deve ser a visita ao dentista – que pode, inclusive, ir até sua casa para facilitar esse processo.

A alzheimer não é uma doença fácil, mas tem tratamento. A vida do paciente pode ser confortável e sua saúde bucal pode continuar em dia!

Juliana Peres

Juliana Peres

Graduada em Odontologia pela Universidade Cidade de São Paulo. Pós-graduada em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pelo programa de residência profissional do Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos. Conhecimento na área de cirurgia oral menor e maior. Residente em cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial no Complexo Hospitalar Padre Bento durante 3 anos e responsável pelo atendimento de pacientes na área de clínico geral, cirurgias orais e harmonização orofacial em diferentes clínicas.

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