Estomatite Aftosa causa lesões e aftas recorrentes

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Principais causas e principais formas de combate para a doença

Você já notou a presença de pequenas feridas que aparecem no interior da boca? Fique atento, isso pode ser um sinal de estomatite aftosa.

A estomatite aftosa é um dos tipos de estomatite existentes. Essa classificação é baseada na forma como a doença foi adquirida. Outro tipo bastante comum de estomatite é a viral.

A estomatite aftosa é uma doença inflamatória que causa úlceras, aftas, feridas, vermelhidão, dor na boca e na gengiva. Na maioria das vezes, ela surge quando o sistema imunológico está fraco.

Quando infectada, a pessoa costuma apresentar feridas e aftas recorrentes, que se desenvolvem de 15 em 15 dias, ou mensalmente, durante o período médio de um ano.

As lesões bucais vem acompanhadas de dor, assim, o infectado pode ter dificuldade na ingestão de bebidas e alimentos.

O que causa a estomatite aftosa

A doença pode aparecer em qualquer faixa etária e sem nenhum sintoma prévio. Aqui estão alguns possíveis fatores que podem desencadeá-la:

  • Gengivite;
  • Cáries;
  • Excesso de tabaco;
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • Doenças que afetam a imunidade, deixando ela baixa, como HIV, Lúpus e Doença de Crohn.
  • Passar por sessões de radioterapia e quimioterapia;
  • Uso de aparelhos dentários, o que pode causar lesões na boca.

Além disso, alterações hormonais, carências nutricionais e situações de muito estresse emocional ou físico podem despertar a anomalia.

Quando há um histórico de estomatite aftosa na família, não é incomum que a pessoa desenvolva a doença com mais facilidade.

Existem diferentes tipos de estomatite aftosa

A classificação dos tipos de estomatite depende do tamanho, quantidade e tempo de cicatrização das feridas bucais de cada caso. Assim, existem a estomatite aftosa do tipo menor, maior e a herpetiforme.

  1. Menor – apresenta aftas pequenas, de aproximadamente 10 milímetros. Trata-se do tipo mais comum, e demora, em média, de 10 a 14 dias para sarar. As aftas costumam possuir um formato arredondado e são acinzentadas ou amarelada, possuindo bordas vermelhas.
  2. Maior – nesse caso, as aftas são um pouco maiores, podendo ter 1 centímetro. Devido ao tamanho, esse tipo de estomatite pode demorar de dias a meses para sarar. As lesões apresentam um formato mais oval e costumam surgir principalmente nos lábios e na garganta.
  3. Herpetiforme – aqui, as aftas são normalmente bem pequenas, com tamanhos entre 1 e 3 milímetros. Porém, apesar de menores, as aftas aparecem em grande número, podendo apresentar até 100 feridas bucais por episódio. É o caso mais raro, suas lesões e surtos podem ser facilmente confundidos com os da Gengivoestomatite Herpética, que é provocada pelo vírus da herpes.

Tratamentos para estomatite aftosa

Para curar as aftas orais recorrentes podemos utilizar remédios caseiros, naturais e homeopáticos, que servem para aliviar o desconforto e auxiliar no processo de cicatrização.

Os medicamentos que podem ser utilizados incluem:

  • Extrato de própolis, que é aplicado diretamente sobre a afta. A substância possui propriedades cicatrizantes, anti-inflamatórias e bactericida, regenerando a pele lesionada e amenizando as dores;
  • Gotas de alcaçuz também possuem ação cicatrizante e anti-inflamatória, e podem ser aplicadas nas feridas;
  • Realizar bochecho com chá de barbatimão também pode ajudar. Ele age como um desinfetante para as aftas e feridas da boca. O chá também pode ser aplicado, através de um cotonete ou algodão, diretamente na região das feridas.

Também existem alguns remédios, como anti-inflamatórios ou antibióticos, que podem ser comprados na farmácia, e servem para aliviar a dor.

Durante o tratamento, ainda é aconselhado que a pessoa não consuma alimentos muito quentes ou salgados.

Realizar bochechos com anti séptico bucal e água morna com sal também são recomendados na batalha contra a estomatite aftosa recorrente.

A estomatite aftosa não é uma doença muito grave, mas com certeza aborrece bastante a pessoa contagiada. Por isso, é bom você ficar ligado nessas dicas para não contraí-la.

Juliana Peres

Juliana Peres

Graduada em Odontologia pela Universidade Cidade de São Paulo. Pós-graduada em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pelo programa de residência profissional do Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos. Conhecimento na área de cirurgia oral menor e maior. Residente em cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial no Complexo Hospitalar Padre Bento durante 3 anos e responsável pelo atendimento de pacientes na área de clínico geral, cirurgias orais e harmonização orofacial em diferentes clínicas.

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