Disfagia: causas, sintomas e principais tratamentos

Share on facebook
Compartilhe
Share on twitter
Tweet Isso
Share on linkedin
Compartilhe

Idosos estão mais propícios a sofrer com essa disfunção

Você já passou por aquela situação agoniante, onde você está comendo tranquilamente, mas de repente o alimento fica parado na garganta e não desce? Isso pode indicar disfagia.

A doença pode provocar um engasgamento ou até mesmo uma forte tosse na hora da primeira garfada de sua refeição. Mas afinal, o que é a disfagia?

A disfagia é um distúrbio caracterizado pela dificuldade de deglutição, seja para alimentos sólidos ou líquidos. O problema traz a sensação de que a comida ou o líquido estão grudados na boca, garganta ou no esôfago.

Estima-se que 6 a cada 10 pessoas são afetadas com o problema, principalmente quando a pessoa é idosa

O problema não é uma doença, mas sim um sinal de algum mau funcionamento do esôfago. Ela pode ser causada por distúrbios de ordem neurológicas, mecânicas, psicológicas e também pode decorrer do envelhecimento natural.

Como é identificada uma disfagia?

A disfagia indica que existe algo muito errado com seu organismo. Assim, negligenciar o problema não é uma solução. O ideal é ir atrás de um profissional para que ele possa indicar a causa da disfunção.

Para detectar o mal basta fazer uma endoscopia. O diagnóstico é fundamental para ampliar as possibilidades de resolução de complicações mais sérias no futuro.

Classificação

Existem 4 tipos de disfagia, sendo elas:

  1. Orofaríngea: esse tipo de disfagia é caracterizado pelas alterações que ocorrem na fase oral e faríngea da deglutição, geralmente causada por doenças neurais. A disfagia orofaríngea é causada mais comumente pelo AVC.
  2. Cardíaca: algumas doenças causam dilatação na aurícula esquerda sendo capaz de comprimir o esôfago. Isso pode trazer dificuldade de deglutição para o indivíduo.
  3. Esofágica:Esse tipo de disfagia é a mais comum por conta de uma obstrução mecânica. Em alguns pacientes é possível distinguir uma causa mecânica de uma anormalidade na mobilidade no esôfago através de um histórico cuidadoso.
  4. Botulínica: em caso de tratamento de torcicolo com a toxina botulínica, a disfagia pode acontecer por conta da penetração da toxina nos músculos da faringe perto dos locais de aplicações da toxina.

Além de todos os casos citados, ainda existe o quadro de disfagia funcional, onde a causa da dificuldade para engolir não é identificada. Ela só é considerada depois que todos os tipos acima já foram descartados.

Sintomas da disfagia

Tosse e regurgitação nasal são sintomas que podem surgir durante a deglutição dos alimentos. Isso é resultado de uma anormalidade.

Quando engolir se torna doloroso, a disfagia pode ser chamada de odinofagia. Dor no tórax também pode surgir em alguns pacientes.

Como tratar a disfagia

Para evitar a desnutrição e engasgamentos consecutivos especialistas recomendam a adaptação da alimentação.

Os alimentos sólidos devem ser triturados ou esmagados junto com líquido para que possam ser engolidos com facilidade.

Já as refeições frias, como iogurte e vitaminas, podem aliviar a dor provocada pelo distúrbio. Variar o cardápio é importante.

A disfunção pode diminuir o apetite, portanto, garantir os nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo é fundamental.

Ainda existem alguns tratamento que podem ser feitos, sendo eles clínicos ou cirúrgicos. Se for feito clinicamente, exige o acompanhamento fonoaudiológico juntamente com o uso de medicamentos.

O tratamento com o fonoaudiólogo é feito para que a qualidade de vida do paciente, prevenindo possíveis complicações que a disfagia possa trazer e para que ele consiga engolir melhor os alimentos e as bebidas consumidas.

O tratamento cirúrgico envolve o uso de um tubo específico para esticar o esôfago, fazendo com que ocorra a dilatação.

Isso pode ser feito através da endoscopia com um balão especial anexado para expandir a largura do esôfago. Nesses casos ainda pode ser recomendado a cirurgia para que haja a limpeza do caminho esofágico, visando assim curar a disfagia.

Juliana Peres

Juliana Peres

Graduada em Odontologia pela Universidade Cidade de São Paulo. Pós-graduada em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pelo programa de residência profissional do Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos. Conhecimento na área de cirurgia oral menor e maior. Residente em cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial no Complexo Hospitalar Padre Bento durante 3 anos e responsável pelo atendimento de pacientes na área de clínico geral, cirurgias orais e harmonização orofacial em diferentes clínicas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sobre a Simpatio

Somos dedicados em criar conteúdo de qualidade e informativo. Nossa missão é informar pacientes, dentistas e clínicas provendo conteúdos altamente relevantes sobre odontologia e saúde bucal gratuitamente.

Agende uma consulta

Precisando de algum tipo de ajuda ou apoio relacionado a sua saúde ou estética bucal? Clique no botão abaixo!

Postagens Recentes

Receba Nossos Conteúdos

Preencha seu e-mail acima e receba conteúdos exclusivos gratuitamente!

© All rights reserved

Simpatio 2018

As informações contidas neste site têm como objetivo único informar. A Simpatio tem o compromisso de estimular, e nunca substituir, as relações entre dentistas e pacientes. Sempre deixamos isso muito claro nos textos e na comunicação com nossos leitores. É fundamental que o paciente, ao notar qualquer alteração em sua saúde bucal, consulte seu dentista de confiança. Cada indivíduo requer um tratamento personalizado.